Burocracia para aprovar Shopping Praia Sul não desanima planos de Emanuel Oliveira

Por Jozailto Lima
11 ago 2017, 21h08

“Eu não me dou por vencido”. Este é o sentimento do empreendedor Emanuel Oliveira diante da burocracia para aprovar a construção do seu segundo shopping no Estado de Sergipe, o Shopping Praia Sul, ali na Avenida Melício Machado, Zona de Expansão. Ele já é dono do Shopping Prêmio, em Nossa Senhora do Socorro.

O empreendimento promete nascer com 188 lojas e gerar 3,5 mil empregos diretos. Em princípio, vai receber um investimento de R$ 80 milhões numa obra que deve durar dois anos. Há quatro meses, Emanuel Oliveira luta pela aprovação do empreendimento, mas não sai do chão.

O Shopping Praia Sul seria o quinto da Grande Aracaju. “O que estressa não são os ritos da aprovação. Não são as exigências que eles fazem. São as amolações que eles levam a gente a passar. E a gente fica travado: não pode brigar, não pode reclamar. A gente não pode nada”, diz Oliveira.

E olha que Emanuel Oliveira já foi alvo de boas “tentações” de deixar tudo isso pra lá. Um município médio baiano lhe prometeu dar em 30 dias o projeto aprovado e ceder-lhe o terreno para ele construir lá o shopping. Negou-se.

“Um dos cinco maiores grupos de shopping centers do Brasil quis comprar 50% do meu projeto do Shopping Praia Sul e eu não quis vender. Eles começaram querendo comprar 100%. Baixaram para 60%, eu não quis e agora estão tentando adquirir os 50%. Garanto: este shopping vai continuar sendo de sergipano. Não vou vendê-lo”, diz. Leia a conversa que ele teve ontem com a coluna Aparte.

Aparte – Em que pé está o projeto?
Emanuel Oliveira – Por enquanto, nós estamos naquela fase da humilhação, que a da aprovação da obra.

Aparte – O que é que mais incomoda nisso?
EO – O que estressa não são os ritos da aprovação. Não são as exigências que eles fazem. São as amolações que eles levam a gente a passar. E a gente fica travado: não pode brigar, não pode reclamar. A gente não pode nada

Aparte – Mas isso não é contraditório para uma fase em que se necessita de investimento e geração de empregos?
EO – Creio que sim. Só para você ter uma ideia, a previsão deste novo shopping é a de gerar 3,4 mil empregos.

Aparte – Qual seria a configuração física dele?
EO – Olhe, o terreno são 99,9 mil metros quadrados, o que eu considero 100 mil metros quadrados. Vamos ter ali 188 lojas.

Aparte – Ele será todo térreo?
EO – Para obedecer a legislação local, nós não podemos fazer acima do volume de metros de altura. Isso quer dizer que somos obrigados a fazê-lo térreo. Há uma lei da Prefeitura que só nos permite fazer com a altura máxima de 12 metros. Se fosse de andar, passaríamos para 18 metros, e aí estaríamos em desconformidade.

Aparte – Há quantos meses o senhor está tentando liberar a obra?
EO – Nós estamos há pouco mais de quatro meses.

Aparte – Ele levaria quanto tempo em obra?
EO – Dois anos.

Aparte – Qual é o investimento previsto para esse empreendimento?
EO – Na verdade, só vamos nos aproximar de uma informação exata quando se concluir o projeto, porque tem coisas absurdas que são a toda hora mudadas. Assim, a gente não consegue ter a exatidão. Mas a nossa previsão é a de investir uns R$ 80 milhões.

Aparte – O estudo de mercado diz que ali comporta mesmo um shopping, Emanuel?
EO – Ali naquela região tem uma carência imensa de um shopping. Na pesquisa que fizemos, o item mais exigido naquela região é escola. Segundo, um shopping center, e terceiro, clínicas e cursos de línguas – inglês, francês.

Aparte – Mas, Emanuel, a Grande Aracaju comporta mesmo cinco Shoppings?
EO – Eu creio que, com essa insegurança mundial, especialmente a do Brasil, ninguém mais quer ficar em comércio de rua. O comércio de rua é que não vai crescer mais. Veja que esse comércio chegava na Praça Camerino, mas hoje ele encolheu para dois trechos da rua Itabaiana, rua Itabaianinha. O único comércio forte que a gente vê hoje é ali na José do Prado Franco, na Apulcro Mota. O resto, acabou. Siqueira Campos e 13 de Julho são diferentes. São outras situações.

Aparte – Mas o senhor se dá por vencido com os obstáculos técnicos?
EO – Nunca. Recebi esta semana, em meu hotel em Salvador, a visita do prefeito de Alagoinhas, na Bahia, e garantiram me dar um projeto aprovado naquele município, com doação do terreno e tudo, em um mês, para que eu faça o shopping por lá. Mas eu não vou para Alagoinhas. Eu farei o shopping aqui em Aracaju. Eu não me dou por vencido. Um dos cinco maiores grupos de shopping centers do Brasil quis comprar 50% do meu projeto do Shopping Praia Sul e eu não quis vender. Eles começaram querendo comprar 100%. Baixaram para 60%, não quis e agora estão tentando adquirir os 50%. Garanto: este shopping vai continuar sendo de sergipano. Não vou vendê-lo.

Aparte – Ao que o senhor atribui essa burocracia e essa pendenga toda na aprovação?
EO – Atribuo isso às exigências mesmas dos órgãos técnicos, que são desestruturados. Não vejo como perseguição pessoal. Não ponho a culpa em ninguém, especificamente. Você vai num órgão com a intenção de aprovar algo, mas tem 20 projetos na sua frente e duas pessoas pra conferir. E daí?

Edvaldo Nogueira e Nádia: uma visita de solidária


Dirigente do PCdoB visita prefeitos

Nádia Campeão, dirigente nacional do Partido Comunista do Brasil – PCdoB -, participa neste sábado, 12, da reunião do Comitê Estadual do PCdoB, em Aracaju, e foi recebida ontem pelos prefeitos de Aracaju, Edvaldo Nogueira, e de Nossa Senhora do Socorro, Padre Inaldo, em visitas separadas. O prefeito de Socorro é um dos membros da Comissão Política do Comitê Estadual do partido. Eles esperam no evento de hoje fazer uma longa e aprofundada avaliação do cenário político estadual e nacional entre os militantes de Sergipe. “A gestão do prefeito Edvaldo Nogueira é muito importante para nós do PCdoB. Por isso, queremos saber como ele está enfrentando este momento de dificuldades políticas e econômicas que atingem todas as administrações no país. Este período de escassez de recursos atinge a população das cidades que passam a demandar mais o serviço público. Viemos dar o nosso apoio, pois sabemos que a luta dos prefeitos é muito dura”, disse Nádia, depois da visita a Edvaldo. Nádia Campeão é filiada ao PCdoB desde 1978. Iniciou sua trajetória política nos movimentos estudantis. Foi secretária de Esporte da Prefeitura de São Paulo, ocupando o cargo no ano de 2001. Em 2012 foi eleita vice-prefeita da capital paulista na chapa encabeçada por Fernando Haddad, do PT.

Padre Inaldo e Nádia Campeão: interlocução


Lula e a polêmica do Doutor Honoris Causa

Esta história de se Luiz Inácio Lula da Silva merece ou não o título de Doutor Honoris Causa concedido pela UFS está dando pano para mangas. Nesta sexta-feira, este portal publicou dois artigos divergentes sobre o assunto. Um censurando a concessão, assinado pelo juiz e ex-aluno da UFS, Sérgio Menezes Lucas; o outro, apoiando, escrito pelo médico e professor da UFS, Antônio Samarone. Sérgio Lucas acha que a concessão do título ao apenado Lula macula a instituição. “A concessão de um título dessa envergadura, nas condições atuais do homenageado, somente seria justificável como uma afronta às demais instituições e poderes se estivéssemos sob o pálio de um regime ditatorial. Na conjuntura atual, é um menoscabo às regras de civilidade. É um tomar partido institucional contra a própria Justiça, em pleno estado democrático de direito”, diz Sérgio.

Sérgio Menezes Lucas: uma afronta


Lula e a polêmica do Doutor Honoris Causa II

Antonio Samarone pegou uma tangente menos sincericida. “No Brasil, doutor é quase um título nobiliárquico. A generosidade popular é muito grande. É doutor pra cá, doutor pra lá. Até os antigos penicos eram chamados de “doutor de pé-de-cama”, diz ele. E entra na questão jurídica que ilha Lula nesta hora. “A principal argumentação é a de que Lula é um homem condenado e, como vivemos em “pleno estado de direito”, isso seria uma afronta ao Poder Judiciário. Sobre esse “pleno estado de direito”, existe forte controvérsia mesmo no mundo jurídico, sem precisar recorrer às razões políticas. Não identifiquei nenhum argumento consistente, a não ser a convicção prévia e alguns xingamentos. Quem concedeu o título tem os seus argumentos. A UFS antes de Lula tinha 10 mil alunos e 500 professores. Passou para 30 mil alunos e 1,5 mil professores, dos quais, mil doutores”, diz Samarone.

Antonio Samarone: nem tanto afronta assim


Sergipe vai ter seis tomógrafo

Na manhã deste sábado, o secretário do Estado da Saúde, José Almeida Lima, e o diretor de Infraestrutura da SES, Jorge Assis, estão indo ao município de Itabaiana com a finalidade de definir o local de instalação de um tomógrafo no hospital itabaianense. “Será um zero quilômetro que vai chegar e mandaremos diretamente para lá. Ele será o primeiro da compra de três tomógrafos que fizemos. Ou seja, estamos interiorizando a saúde com qualidade”, disse o secretário. Segundo Almeida Lima, Sergipe vai sair de zero para seis tomógrafos em poucos dias. Um deles, vai para o hospital de Estância. Os demais quatro ficarão em Aracaju – três no Huse, e um no Centro do Imagem que o Estado está fazendo.

José Almeida Lima: “estamos interiorizando a saúde com qualidade”
Nando Marques: trabalho diferente em Neópolis


Assistência Social de Neópolis inclui
Com uma maturidade que contrasta com seus 12 anos, Wesley Manuel Siqueira do Nascimento diz que prefere ocupar seu tempo aprendendo música do que ficar pelas ruas do bairro onde mora. “Hoje, sou mais calmo, mais concentrado na escola. Não fico mais na rua preocupando minha mãe. Já aprendi a tocar flauta doce e agora estou aprendendo violão. Dá sempre uma sensação de vitória quando aprendo uma nova música”, justifica, com naturalidade, o morador de Neópolis. Wesley estuda no Projeto Som da Ação, da Secretária de Assistência Social de Neópolis. O pequeno flautista é apenas um exemplo das inúmeras crianças de jovens beneficiados por esse projeto, que só tem seis meses de implantação, e tem feito a diferença nas comunidades desta cidade. “Nós acreditamos que a música, como instrumento pedagógico, é capaz de transformar uma comunidade, e está fazendo a diferença na vida dessas crianças”, enfatiza o coordenador do Núcleo da Juventude de Neópolis, Nando Marques.

Marcos Santana, o entrevistado de domingo
Depois de mais de duas décadas de gestões perdidas, com descontinuidades administrativas, com mortes e cassações de gestores, São Cristóvão, uma das cidades mais importantes de Sergipe, parece ter acertado a mão na escolha de Marcos Santana, PMDB, como seu prefeito. Este bancário de carreira da Caixa é um cara focado e técnico. Tem projetos exequíveis e sob medida, um olhar amplo sobre a economia, o turismo e o social. Todo esse modo de pensar o futuro de São Cristóvão, Marcos Santana revela na entrevista domingueira do portal JLPolítica. Ele vai falar, ainda, de política eleitoral. Diz ter certeza de que seu partido fará o futuro governador de Sergipe. Leia neste sábado a partir das 20h.

Marcos Santana: uma novidade: retomam já este ano o festival e São Cristóvão


Em que pé estão os lixões públicos

E o fim dos lixões nos municípios: em que pé está? Sergipe está avançando nessa questão? Quais os impactos disso? Esses são alguns dos questionamentos que a Reportagem Especial do JLPolítica traz nessa semana. Os representantes dos Ministérios Públicos Estadual e Federal e Tribunal de Contas falaram ao Portal a respeito das tratativas judiciais que foram realizadas, assim como outros dirigentes de órgãos. André Moura, líder do governo no Congresso, a quem os prefeitos recorreram para pedir mais prazo para se adequarem, novamente não retornou aos contatos do JLPolítica. Esta é a segunda vez que André Moura bate fofo diante de um tema importante para a sociedade. Leia neste domingo a partir das 20h.

André Moura: omissão diante de problema grave e frustração para prefeitos


ETC & TAL

@ Reeleito para mais um mandato pelo Conselho Nacional do Ministério Público, o promotor de Justiça Orlando Rochadel está deixando Aracaju de mala e cuia. Vai para Brasília.

@ Neste sábado, o Governo de Sergipe vai entregar um ônibus escolar à Prefeitura de Siriri. O micro-ônibus está orçado em R$ 157.740,00 e faz parte de uma política de melhoria da qualidade do transporte escolar.

@ Esse é o 168º ônibus entregue aos municípios sergipanos desde 2010, com investimento total de R$ 59.331.120,00 em transporte escolar, entre ônibus e micro-ônibus.

@ Desde ontem, a jornalista Rosângela Dória não comanda mais Assessoria de Comunicação Social da Secretaria de Estado da Saúde.

@ Segundo Almeida Lima, ela alegou necessidade de tempo para um curso de pós-graduação e voltou para a Assembleia Legislativa, onde vai trabalhar apenas um turno. “Foi tudo normal. De por mim, inclusive, ela continuava”, disse Almeida.

@ O prefeito Edvaldo Nogueira assinou ontem projeto de lei que será encaminhado à Câmara de Vereadores solicitando autorização para contratar empréstimo no valor de R$ 100 milhões junto à Caixa Econômica Federal, que servirão para a retomada de 40 obras em Aracaju.

@ Deste montante, mediante esforço da atual gestão, R$ 50 milhões já se encontram liberados para serem utilizados como contrapartida de 21 obras, aguardando agora a autorização do poder legislativo municipal.

@ “A liberação dos primeiros R$ 50 milhões já está bem adiantada. Fomos várias vezes a Brasília, me reuni com Gilberto Occhi e com diretores do banco para lutar por este financiamento. Foi aprovado pela Caixa e agora precisamos da autorização da Câmara, para poder acessar os recursos e retomar as 21 obras”, disse Edvaldo.

@ “Com os outros R$ 50 milhões, que também estão inseridos no projeto de lei, poderemos retomar as demais obras, que deixei encaminhadas, mas que ficaram paralisadas nos últimos quatro anos”, afirmou.

O presidente da Câmara, Nitinho Vitale, e os secretários Jefferson Passos (Fazenda) e Carlos Cauê (Governo), e o chefe de gabinete do prefeito, Renato Teles, acompanharam a assinatura da solicitação.