ACESSIBILIDADE

Lucas Aribé cobra Intérprete de Libras em rede de ensino

Vereador, que é deficiente visual, cobrou aprovação do PL de sua autoria nesta segunda-feira, 17

Por Agência de Notícias CMA
17 abr 2017, 12h26

O vereador Lucas Aribé (PSB) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Aracaju (CMA) no Grande Expediente, durante a última quarta-feira, 12, para cobrar do líder da situação e dos colegas a aprovação do seu Projeto de Lei nº 77/2016, que autoriza o Poder Executivo a criar o cargo de intérprete da Libras no quadro geral de servidores efetivos.

Segundo o parlamentar, as pessoas surdas infelizmente convivem em ambientes na sua maioria inacessíveis. “Em muitos casos, essas pessoas são desrespeitadas, sendo às vezes isoladas ou tratadas como animais, em pleno século 21. Elas estão vivenciando um problema que nos faz deixar um pouco as questões político-partidárias de lado e fazer com que nos unamos para tentar resolver o problema”, critica.

Para Aribé, alguns alunos surdos são impedidos de permanecer na sala de aula porque encontram barreiras na comunicação. “Na maioria das vezes, o professor não sabe a Língua, os colegas de turma também não sabem, e como fica? O que vai ser daquele cidadão? Ele vai aprender de que maneira? Trago esse tema sério e que não é discurso de partido. É um tema que essa Casa deveria se debruçar e ajudar a resolver”, enfatiza.

Lucas continua dizendo que a legislação hoje garante vários recursos e medidas para promover a inclusão na sala de aula através do atendimento educacional especializado, além de existirem diversos cursos de formação continuada. “Já é permitida a utilização de recursos tecnológicos e temos um avanço significativo de tecnologia que auxilia nessa ponte entre o professor e o aluno surdo”, manifesta.

O vereador aproveitou para pedir o apoio do líder da situação para a aprovação do PL nº 77/2016. “Nas redes estadual e municipal não possui a figura do cargo efetivo de intérprete da Libras, e os governos sempre utilizam o temporário, com processo simplificado, por um ano e depois renovam. Como proposta, o Projeto que eu apresentei autoriza o município a criar esse cargo e quem sabe, o próprio prefeito Edvaldo Nogueira o crie. Temos alunos que querem estudar, e muitas vezes, não tem intérpretes em sala de aula por conta do fim do processo simplificado. Se conseguirmos o cargo, acabaremos com esse problema”, orienta.