IMPARCIAL

"Não fui eleito para fazer joguinhos"

Declaração é do vereador Fábio Meireles, que contou que em momento algum foi chamado pela oposição para assinar o requerimento da CPI do Lixo

Por Agência de Notícias CMA
03 abr 2017, 10h03

Ao se posicionar contrário à criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que iria investigar os contratos do lixo de Aracaju, o vereador Fábio Meireles (PPS) disse que não foi eleito e nem está na Câmara para fazer “joguinho”. Ele contou que em momento algum foi chamado pela oposição para assinar o requerimento da CPI, mas o fez com consciência por, naquele momento, ter dúvidas sobre os detalhes do contrato.

“Fiquei sabendo da CPI através das redes sociais, assinei o pedido; ouvi, aqui nesta Casa, a exposição do presidente da Emsurb, Mendonça Prado a respeito do assunto, e, por fim, solicitei toda a documentação relativa aos contratos para que os técnicos da minha assessoria pudessem analisá-la. Disse que, após a análise, se ficasse constatado algum vício, manteria a minha assinatura; não havendo, recuaria. Assim o fiz. Os meus assessores jurídico e econômico, avaliaram cuidadosamente tudo e concluíram que não há ilicitude. Não havendo, no meu entender, perde-se o objeto que justificaria a criação da CPI”, explicou.

O parlamentar ressaltou que o seu comportamento e posição na Câmara de Aracaju, dar-se-ão de acordo com a sua consciência e senso de justiça. “Votarei em tudo o que considerar certo e justo. Não me deixarei pautar nem por oposição e nem por situação. O meu guia é a minha consciência e a clareza dos fatos”, destacou Meireles, acrescentando que se posicionará sempre a favor daquilo que for benéfico para a população. “Resido na periferia e sei bem os problemas enfrentados pelos seus moradores que, em geral, são esquecidos pelo poder público. Portanto, o meu posicionamento sempre terá a ver com responsabilidade e compromisso para com os menos favorecidos”.