PC cumpre mandados na Torre, Emsurb e no Sindilimp

Depois de muita polêmica em torno dos contratos para limpeza da Capital, PC resoveu investigar

Por Infonet
22 mar 2017, 09h51

A empresa Torre Empreendimentos, a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) e o Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Pública e Comercial do Estado de Sergipe (Sindilimp) estão sendo alvo de uma ação da Polícia Civil, denominada Operação Babel, que investiga supostas irregularidade em contrato firmado pela Prefeitura de Aracaju para realização de coleta de lixo e limpeza da cidade. De acordo com informações do delegado geral Alessandro Vieira, a polícia cumpre 13 mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Criminal de Aracaju.

O delegado não forneceu detalhes. Apenas informou que a polícia está analisando os documentos e os computadores apreendidos com a suspeita de existência de crimes nos contratos firmados pela Prefeitura de Aracaju com a empresa Torre, envolvendo também o Sindilimp. “No momento é a Torre quem está sendo investigada”, destacou Alessandro Vieira, descartando a possibilidade desta operação atingir também a Cavo, empresa que mantém contrato emergencial com a Prefeitura de Aracaju. A Torre Empreendimentos foi declarada vencedora do novo processo para contratação emergencial para limpeza da cidade deflagrado pela Emsurb neste ano, assumiu a atividade por alguns dias, mas foi obrigada a interromper o contrato com a PMA por força de decisão judicial.

O vice-presidente do Sindilimp, Andersom Vidal, informou que está na sede do sindicato e até o momento não recebeu nenhuma notificação ou fiscalização da polícia. Ele alega que desconhece a operação Babel e informa que o Sindilimp não está envolvido em irregularidades. O presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Mendonça Prado, preferiu atacar a empresa Cavo, que conseguiu em batalha judicial manter a prorrogação do contrato emergencial assinado com a Prefeitura de Aracaju para a coleta de lixo e limpeza da cidade. Mendonça Prado disse que a Operação Babel seria consequência de denúncia formulada pela Cavo, empresa, segundo Mendonça Prado, interessada em manter o contrato para realização daqueles serviços.

Mendonça Prado destaca a existência de “interesses econômicos graúdos” envolvendo o contrato da PMA para a coleta de lixo e limpeza da cidade. Interesses, conforme frisou, que ele pretende revelar diretamente à polícia civil, em especial aos delegados que deflagraram a Operação Babel, a partir das investigações que tramitam no Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap). “A polícia não deve apenas investigar os atos da administração pública, mas os interesses nefastos que estão na iniciativa privada”, ressaltou Mendonça Prado.

O presidente da Emsurb informou que disponibilizou informações dos atos da atual gestão e também de gestões passadas, que incluem os contratos com a Torre e também com a Cavo. “Queremos que todos estes fatos sejam devidamente esclarecidos, estamos agindo rigorosamente dentro da lei”, enfatizou Mendonça Prado, atacando a Cavo, que teria recebido cerca de 20 notificações por prestar um serviço “que não corresponde às expectativas da população”. Os detalhes da Operação Babel serão fornecidos à imprensa nesta quarta-feira, 22, em entrevista coletiva a ser concedida pela equipe da Deotap e pelo delegado geral da Polícia Civil, Alessandro Vieira.