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Vereador Isac acompanha músicos ao Ministério Público

“Nós já tivemos diferenças que chegaram a quinze vezes entre o artista sergipano mais bem pago e o artista de fora mais bem pago", diz o músico Sérgio Lucas

Por Assessoria do Parlamentar
13 jul 2017, 10h50

O vereador Isac Silveira, PCdoB, junto a músicos sergipanos, foi recebido pelo alto escalão da Procuradoria Geral da Justiça do Estado de Sergipe para tratar sobre a valorização dos artistas da terra. Uma comissão montada apresentou alguns pontos mais urgentes para que providências fossem tomadas. O músico e também juiz de direito, Sérgio Lucas, destacou a diferença nos valores pagos pelo poder público à artistas do estado com relação aos nacionais.

“Nós já tivemos diferenças que chegaram a quinze vezes entre o artista sergipano mais bem pago e o artista de fora mais bem pago. Nós não podemos, e nem é a intenção de impedir que o artista de fora venha, mas é preciso que haja uma valorização do artista sergipano, não necessariamente que nasceu, mas que produz e divulga nossa tradição”.

A ideia de montar uma comissão de artistas surgiu nas redes sociais de Sérgio Lucas, que foi instruído pelo procurador de justiça Dr. Eduardo Dávila a encaminhar algo ao Ministério Público Estadual, por meio da Coordenadoria Geral. “Por este motivo um documento com três pontos foi entregue a procuradoria geral: a divulgação antecipada das programações e das atrações, com o mínimo de trinta dias; percentual mínimo de atrações locais de setenta por cento, e remuneração máxima para atrações de fora, de três vezes mais que os da terra”, contou Sérgio.

O procurador geral da justiça, José Rony Silva Almeida, explicou como serão as ações do Ministério Público Estadual. “O país passa por dificuldades sérias. Os municípios não têm escola, educação, saúde, e contratar atrações por cachês altíssimos é uma questão que tem que ser apontada e verificada. A comissão trouxe algumas ideias e nós vamos avaliar. Mas é importante ressaltar que todas essas contratações sejam feitas com antecedência, publicidade, para que a comunidade tenha conhecimento, e que todos possam avaliar se aquele gasto é necessário, e se for que se valorize sempre os artistas da terra”, informou.

O sanfoneiro Joaquim Antonio, do Casaca de Couro desabafou sobre o descaso com os músicos locais. “A gente já tentou de várias formas, enquanto artistas e produtores, negociar com os municípios a participação de vários artistas sergipanos na grade cultural. Nós da Casaca de Couro fazemos shows no Brasil todo, mas em Sergipe nós não temos abertura. Porque nossa música serve de consumo para outros locais e não serve para o nosso? ”.

Para o vereador Isac Silveira, que tem projetos apresentados na Câmara Municipal de Aracaju (CMA) sobre o tema, é preciso que exista “uma mínima igualdade de tratamento com relação aos cachês, para que uma garantia da dignidade e da elevação da cultura sergipana”, explicou.