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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Abuso nas subvenções da Alese rende cadeia para Augusto Bezerra e Paulinho da Varzinhas 
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Augusto Bezerra: fim trágico da carreira política 

O desfecho negativo para membros do Poder Legislativo de Sergipe nas denúncias de abuso às verbas de subvenções em legislaturas passadas começa a produzir as suas primeiras vítimas fatais. E isso tem infundido um gasto terrível à imagem deste Poder.  

E as vítimas de agora são os deputados estaduais Augusto Bezerra, PHS, e Paulinho da Varzinhas, PSC, que foram a júri nesta quarta-feira sob oferta e denúncia do Ministério Público de Sergipe, que sustentou que eles cometeram crimes de lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa.

A sustentação oral dessas ilicitudes contra eles e mais oito pessoas num dos processos - o da Associação Amanova, incluindo Nollet Feitoza Vieira, tido como operador dos desmandos por esta instituição -, foi feita pelo procurador geral do Ministério Público Rony Almeida. A sustentação de Rony teve acolhimento para peculato e organização criminosa. A lavagem de dinheiro não passou.

O processo sofreu pedido de vistas por parte do desembargador Alberto Romeu Gouveia até dia 25 de abril. Mas a condenação de Augusto Bezerra, PHS, e Paulinho da Varzinhas, já está selada – em princípio, a 12 anos, sete messes e um dia de prisão 

Este foi o entendimento do relator do processo, desembargador Roberto Porto, em acolhimento à denúncia e solicitação do Ministério Público Estadual. Mas o próprio Porto pediu a redução da pena à metade. O magistrado viu no curso da ação a presença de indícios de colaboração efetiva via deleção premiada.

A acusação é a de que os dois parlamentares levados a julgamento desviaram cerca de R$ 2 milhões dos recursos de subvenções - que era uma verba oficial existente na Alese para que cada parlamentar destinasse a instituições sem fins lucrativos. 

Através da Amanova, Augusto e Paulinho fingiram ajudar instituições e receberem o dinheiro de volta – Paulinho, menos de R$ 1,1 milhão, e Augusto, acima de R$ 900 mil.

Acusados no mesmo esquema e sob a mesma berlinda estão, ainda, os parlamentares estaduais Samuel Barreto, Gustinho Ribeiro, Jeferson Andrade, Venâncio Fonseca, Zezinho Guimarães e os dois ex-estaduais que se transformaram em federais, João Daniel e Adelson Barreto. Os nove podem ser cassados e ficarem inelegíveis ainda neste ano.