Aparte
Henri Clay considera ser cedo para discutir sua sucessão na OAB
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Henri Clay: não há grupos na OAB. Há grupo

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe, Henri Clay Andrade, deu nesta quarta-feira à coluna Aparte três dados importantes sobre a sua própria sucessão, que vai ser realizada em novembro do ano que vem, com a transmissão de cargo no dia 31 de dezembro.

O primeiro dado é o de que ele não vai ser candidato à reeleição - e isso demarca bem o terreno das atitudes. O segundo, de que ele acha muitíssimo cedo para abrir o debate agora - “A gente só começa a discutir isso lá pra junho do próximo ano”, diz - e, o terceiro, o de que não encara o agrupamento que com toca a gestão da Ordem como se fosse composto por dois grupos - um da sua base pessoal e outro, da do vice-presidente Inácio Krauss.

A eleição, reforce-se, será no mês de novembro de 2018. “Se eu começar a discutir agora, daqui a pouco meu café vai estar frio, e eu só gosto de café quente”, diz ele, entre risos.

“E não vou à reeleição porque acho que já cumpri o meu papel, já contribuí demais. Já deu, não é!”, diz. “Ademais, agora seria uma antecipação de uma discussão quando estamos ainda no segundo ano da gestão. Não tem necessidade disso. Não há nem abordagem sobre o tema”, completa.

Henri Clay afirma que não há direcionamento de preferência para nenhum dos dois conselheiros federais ligados a ele -  Maurício Gentil e Paulo Ralim - e nem para os nomes do agrupamento do vice Krauss, cujas figuras mais robustas são as do próprio Krauss, a do secretário-geral Aurélio Belém do Espírito Santo e a do conselheiro federal Arnaldo Machado.

E “não há direcionamento” por um aspecto básico: “Na OAB não tem grupo de Inácio e nem de Henri Clay. Houve antes da coalizão em 2015. Hoje é um grupo só e não discutimos nomes. Na hora certa, será um dos que mais aglutinem e somem”, diz o presidente.

“Temos hoje um grupo muito grande e muito unido em torno de um projeto de gestão. Tenho uma Diretoria e um Conselho muito coesos e focados. Não temos tido nenhum tipo de dificuldade em implantar os projetos de gestão anunciados na campanha de 2015”, avisa Henri Clay.