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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Alessandro Vieira e Rodrigo Valadares, ou será que “a direita só se une na cadeia”?
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Alessandro Vieira: resposta duríssima ao deputado, que não saiu do ringue

O bate-boca desta quinta-feira, 28, envolvendo o senador Alessandro Vieira, Cidadania, e o deputado estadual Rodrigo Valadares, PTB, sob a premissa rodriguiana de que Alessandro não quer que ninguém do seu grupo se saia bem na sucessão de Aracaju em 2020 para que não lhe faça sombra na sucessão do Estado em 2022, lembra a velha frase brasileira do tempo sombrio da ditadura - não sei se de Brizola -, segundo a qual “a esquerda só se une na cadeia”.

Com uma leve diferença de que aqui o debate é entre a direita e de que não há perspectiva de cadeia para direitistas no horizonte próximo. Eles dois - mais o líder empresarial Milton Andrade, Novo, que andou trocando pernadas neste debate, a vereadora Emília Correa, a delegada e assessora de Moro Daniele Garcia e os deputados estaduais Georgeo Passos, Samuel Carvalho e Kitty Lima - compõem o que se convencionou a chamar em Sergipe de o grupo “da nova política”.

Na Alese, Rodrigo, Georgeo, Samuel e Kitty são rotulados como o G4. Será que o G4, pela salamalequice do petebista, vira G3 e “a nova política” se revela não-tão-nova-assim com esse bate-boca puxado por Rodrigo Valadares?

Mas o que disse Rodrigo, na essência? Isso: “Candidatura da delegada Daniele Garcia por Alessandro: blefe. Ele sabe que ela não sairá do Ministério. Em relação a mim, ou Emília, ele não irá apoiar. Alessandro apoiará em 2020 quem cumpra tabela, mas perca. Tudo isso para que ninguém faça (lhe) sombra em 2022. Típico de um “líder” inseguro. Infelizmente, o maior interessado em fragmentar a oposição é o próprio Alessandro Vieira”.

Sim, há gravidade nessas acusações. Mas houve defesa. Do próprio Alessandro e de Milton Andrade. Deste: “Deputado, fale por você. Emília Corrêa faz parte do agrupamento e é uma possível candidata de todo o grupo à Prefeitura. Já quem tem como únicas bandeiras a agressão e a incoerência, realmente não está nos planos do agrupamento apoiar”, diz Milton. Para ele, Rodrigo é esse “um alguém que tem esse perfil”.

O senador Alessandro Vieira não deixou por menos e bateu abaixo da linha da cintura. “Estamos construindo um grupo sólido para mudar Sergipe de verdade, não só substituindo caras. Precisamos mudar as práticas. Tenho acompanhado com serenidade a divulgação de mentiras e bobagens. Tenho ouvido figuras que não têm nenhuma informação real passando por donos da verdade. Vamos seguir em frente. Todos aqueles que estão integrados ao projeto, estão 100% informados e este grupo segue crescendo. Os demais vão aguardar o desenrolar dos fatos. No mais, os sergipanos estão acompanhando e saberão fazer suas escolhas”, disse o senador.

E reiterou o senador: “Acredito na política feita com diálogo franco e objetivo. Acredito na construção de soluções para os muitos problemas da nossa sociedade e isto passa pelo diálogo com pessoas que pensam de forma diversa. Não trabalho com fake news ou com ofensas gratuitas e vazias, muitas vezes fruto de sentimentos ou interesses negativos”.

O revide de Alessandro não tirou Rodrigo Valadares das cordas do ringue. Para o deputado, a lógica toda estaria numa oposição fria e fossilizada de Alessandro Vieira aos Governos de Edvaldo Nogueira na Prefeitura de Aracaju e de Belivaldo Chagas, no Estado de Sergipe.

“Reitero tudo que disse. Vossa excelência irá apoiar alguém que cumpra tabela, mas não passe de 10%. Não o vejo fazer oposição a Edvaldo ou Belivaldo, somente a Bolsonaro. Recorre à velha tática de dizer que tudo é fake news, pois sabe que o que eu falei é verdade. No mais, desejo sorte e tente ser mais político. O senhor se sai bem como técnico legislativo, mas como político só conseguiu recordes em eleitores arrependidos”, disse o estadual.

E chamou pra briga: “Senador Alessandro Vieira: líder da oposição?! Quem tiver algum posicionamento dele como oposição a Belivaldo me manda! Um ano de mandato, e até agora não vi. É assim que quer fazer time para ganhar eleição?”, disse Rodrigo Valadares.