Aparte
Edvaldo Nogueira não vê Alessandro Vieira como sombra política na sucessão de Aracaju
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Edvaldo Nogueira: sem neuras de insegurança

O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, PCdoB, disse nesta terça-feira, 9, que não tem o menor receio de sombra política futura do delegado Alessandro Vieira, Rede, que se elegeu senador no último domingo obtendo nada menos do que 191.909 votos - ou 39,52% dos válidos – só na capital. No geral, Alessandro teve 474.449 votos no Estado, ou 25,95% dos válidos dos sergipanos.

Neófito na política, disputando a primeira eleição, Alessandro virou pauta dos mais variados boatos sobre o futuro da política de Sergipe. Um deles é o de que poderia disputar a Prefeitura de Aracaju em 2020 e ser uma espécie de pedra no meio do caminho de Edvaldo Nogueira.

“Eu não estou preocupado com isso. O meu planejamento é o de ter o senador Alessandro Vieira como um aliado da gestão de Aracaju a partir de 2019 e torcer para que ele faça o melhor pelo Estado de Sergipe. Garanto aqui a você o seguinte: ele vai tomar posse num dia e no outro estarei na antessala do gabinete dele, cheio de projetos para Aracaju”, disse Edvaldo.

Do aspecto desempenho eleitoral de Alessandro Vieira, Edvaldo Nogueira faz uma leitura bem despojada. “Cada eleição é uma eleição e não quer dizer que o sentimento em relação a um candidato a senador numa eleição valha para uma outra imediatamente seguinte, sobretudo quando é para o Executivo”, diz Nogueira.

Edvaldo Nogueira traz à cena dois exemplos da esfera Senado X Executivo em Sergipe, que ele considera emblemáticos. Em 1998 e 2000, o senador Antonio Carlos Valadares, PSB, que havia sido eleito bem ao Senado em 1994, tentou os Governos do Estado e da Capital, mas perdeu nas duas vezes. Na de Aracaju, ficou atrás de Almeida Lima – ambos perderam para Déda, no primeiro turno. Edvaldo era o vice.

 

“Veja que em 2010, Eduardo Amorim, disputando o Senado, teve cerca de 88 mil votos a mais do que Déda, que disputou o Governo do Estado, e já saiu dali se achando o governador de 2014. Mas perdeu, como perdeu agora em 2018”, relembra Edvaldo.

De fato, a desidratação eleitoral de Eduardo Amorim é drástica: ele teve 625 mil votos para Senado em 2010, vem para 415 mil ao Governo em 2014, e cai para 202 mil em 2018 – em ambas, derrotado. “E, depois eu nem sei se é um projeto do Rede ter um membro seu eleito agora e dois anos depois partindo para uma oura eleição. Nem sei, também, se é do próprio Alessandro Vieira”, diz Nogueira.