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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Almeida reitera rejeição a Belivaldo ao Governo. “É muito rude”, diz. E reforça apoio a Jackson pro Senado
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Almeida Lima: "eu só sei fazer as coisas em profundidade"

O ex-secretário de Saúde de Sergipe, José Almeida Lima, MDB, reforçou nesta segunda-feira à coluna Aparte a sua profunda rejeição ao projeto eleitoral de Belivaldo Chagas, PSD, numa eventual candidatura à reeleição de governador e reiterou que está fechado no apoio à pré-candidatura de Jackson Barreto, MDB, ao Senado.

Demitido do posto de secretário na última quarta-feira, dia 9, Almeida admitiu que está reunindo os cacos do próprio tombo. Para ajudar, está lendo o clássico “O Elogio ao Ócio”, livro de Bertrand Russell. “Eu vinha há muitos quilômetros por hora. Eu estava bem, porque trabalho para mim é um vício terrível. Trabalho para mim é como se fosse uma droga. É um vício. Sou compulsivo demais da conta. Eu só sei fazer as coisas em profundidade, mergulhando nelas. E na Saúde eu vivia exatamente assim. Para sair dessa profundidade, desse mergulho, me dá muito trabalho do ponto de vista psicológico de arrumação”, diz ele.

Mas, na orientação pessoal contra o projeto político de reeleição do governador Belivaldo Chagas, Almeida admite que não está sentido “muito trabalho” ou qualquer dificuldade: vai trabalhar contra, duramente. Passados quase oito dias da demissão, ele continua com a bílis radicalmente ativada em desfavor de Belivaldo. “Vou fazer campanha contra. Eu acho que é o melhor bem que eu vou fazer a Sergipe”, disse ele a Aparte.

“Belivaldo Chagas sintetiza um grande mal para o Estado de Sergipe. Belivaldo é a coisa mais atabalhoada e mais grosseira que eu já vi em toda a minha vida. Além da incompetência e da mediocridade, é um ser muito ranzinza. Muito estúpido. Um sujeito que chega a ser até mal-educado. Ele conseguiu expressar a falta de educação dele em três dias de Governo. Ele materializou aquela velha história de que basta dar poder alguém para se conhecer quem é a pessoa”, define Almeida Lima.

“Ou seja, é um sujeito que não tem a mínima estatura. Parece que ele veio de lá debaixo do pé de pau, sem qualquer agressão a quem é roceiro ou interiorano. Ele é muito grotesco. Muito rude. Aliás, ele não é rude. Porque o rude é um produto da natureza. Ele é um estereótipo do rude. Ele é uma coisa horrorosa”, insiste, no mesmo tom. Nem com Jackson Barreto pedindo ao senhor para voltar atrás? “Jackson não se preocupará em pedir isso não. Aliás, comigo, Jackson nem tratou desse assunto. Ele está fora e afastado de tudo isso”, responde.

No que diz respeito à pré-candidatura de Jackson Barreto ao Senado, a cantiga de Almeida Lima é outra. De puro afinamento. Na sexta-feira, dois dias depois da demissão, ele recebeu uma visita do primo em sua própria casa. “Praticamente nem tratamos do assunto”, diz Almeida, referindo-se à sua demissão e a Belivaldo.

"À candidatura de Jackson Barreto, eu nem preciso reiterar apoio. Não falo nem do ponto de vista familiar, por ser meu primo. Mas falo porque Jackson Barreto é essencial para Sergipe. Eu disse a ele: use o meu ócio a seu favor na campanha. Ele chegou tranquilo, bem em paz e saiu mais em paz ainda. Mostrei que ele precisa fazer na campanha o que ele sempre fez na política: caminhar muito. Ver a estratégia do discurso de campanha”, informou Almeida.

“Jackson precisa saber que a eleição dele é de primeiro turno e que ele será o primeiro colocado. Precisa saber que tem eleitor que vota nele como primeira opção, mas tem os que votam nele como segunda opção. Ele precisa estabelecer uma estratégia própria, muito pessoal e atual para buscar esse eleitor. Ele precisa saber qual é o discurso que deve utilizar e contra qual adversário, para não cismar a vontade do segundo possível voto dele”, disse Almeida.