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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Belivado Chagas vê “dor de corno” e “coisa de derrotado” no artigo de Valadares
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Belivaldo: “Valadares é um perdedor que não aceita a derrota dele e nem a vitória do vencedor”

Embora querendo fingir que deixa passar batido, o governador Belivaldo Chagas, PSD, reagiu com acidez e com pitadas de análise política ao artigo do senador Antonio Carlos Valadares, PSB, - O fator Lula-Haddad e as eleições para os governos de Sergipe e demais Estados do Nordeste - publicado em primeira mão por esta Coluna na noite de segunda-feira, 5.

Em síntese, o senador Valadares tirava do próprio governador Belivaldo Chagas qualquer mérito pela reeleição dele ao Governo do Estado e repassava isso quase que completa e inteiramente para o poder de Luiz Inácio Lula da Silva e para a dobradinha Belivaldo-Fernando Haddad feita no Estado.

“Isso é coisa de derrotado. Nem dou ousadia de responder”, diz Belivaldo Chagas, naquele jeitão lá dele. Mas cede, aprofunda a análise e responde, indo entre ironias e assertivas permeadas do que ele acha que seja lógica política. 

“Veja: Valadares dizia o tempo todo que eu não tinha voto. Quando é agora, depois que aparecem os votos, esses votos não são meus. Eu não tenho culpa se Valadares não foi inteligente o suficiente para permanecer ao lado do PT e ao lado de Lula. Ele abandou o PT, e portanto não poderia usar o nome de Lula. Então, deixe que eu use. Eu tinha esse direito. Quem não tinha esse direito era ele, que é um golpista. Golpista não poderia usar o nome de Lula”, fustiga Belivaldo.

Para o governador reeleito, as digitais do artigo do seu ex-amigo e ex-correligionário deixam impressões muito mais profundas do que a letra frio do texto passou. “Valadares é um perdedor que não aceita a derrota dele e nem a vitória do vencedor. O resumo desta ópera é o seguinte: Valadares não aceita o fato de eu ter me tornado governador depois de ter me desligado dele. Esse é que é o grande problema e, ainda por cima, eu ganhando do filho dele. Aí é de matar. A dor dele é tripla, porque aí no meio entra a dor de corno, que é a pior dor que tem. Ele está se sentido traído na nossa relação, portanto a dor de corno manifesta-se”, diz Belivaldo.