Aparte
Narcizo Machado: “Tenho como norte a verdade, a imparcialidade e o respeito ao ouvinte”
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Narcizo Machado: “George Magalhães abriu as portas do rádio para mim atendendo ao pedido de uma pessoa”

Narcizo Machado. Ele é um nome novo no rádio sergipano: vem de 2016. Aliás, é novo até na idade de vida: tem 37 anos. E bem mais novo, ainda, na posição de âncora de um dos maiores espaços do radiojornalismo do Estado de Sergipe. 

Narcizo Machado estreia no dia 1º de setembro deste ano como âncora interino no Jornal da Fan nas bordas de uma fatalidade que tirou a fórceps o radialista George Magalhães do ar. Deu-se ali a sua dura estreia de comando. Somente um mês depois, no dia 1º de outubro, ele foi confirmado titular.  

Como repórter de rua, Narcizo Machado já conhecia um pouco do caminho das pedras desde 2016. Daí não ter sido difícil enfeixar as rédeas na condução do Jornal da Fan. Aparenta segurança, conhecimento de causa e um bem mais de respeito aos que estão do outro lado da notícia. Essas características o fazem bem palatável. 

Aliás, o currículo de Narcizo Machado é bom, beirando o ótimo. Desde o familiar ao de formações acadêmicas e atuações profissionais. Fala aí, Narcizo: “Sou filho de comunicadores natos. Minha mãe, Gilda Lélis, uma professora e uma líder da família, que congregava a todos. Meu pai, Narciso Machado, foi radialista e cronista desportivo, além de vereador por 20 anos em Aracaju. Foi interventor de Canindé do São Francisco na década de 1990. Eu sou casado com Kelly Vieira e tenho quatro filhos: Vitor, Artur, Maria Luíza e Maria Esther”.

Ele é um relações públicas graduado em 2004, fez especialização em marketing e tem MBA em Gestão de Empresas. Trabalhou em assessorias de comunicação a parlamentares de 2004 a 2010 e com gestão de empresas na Rede Presidente, de 2008 a 2015. É muito grato a alguém que o fez entrar no rádio, a cujo nome ele não revela. Leia entrevista que ele concede à Coluna Aparte.
 
Aparte - O senhor já pegou o ritmo do comando do programa “Jornal da Fan”?
Narcizo Machado -
Tenho escutado que sim (risos). Mesmo assim, prefiro ficar com uma opinião sempre crítica de que o amanhã precisa sempre ser melhor do que o hoje. Isso me obriga a tentar sempre entender que ritmo na apresentação é sintonia com o que acontece na sociedade, feeling jornalístico e atualização com temas que podem contribuir no debate social e político, fortes características do rádio sergipano.

Aparte - A Emissora Fan ainda lhe tem como interino?
NM - Não. Após um mês de experiência - eu iniciei no dia 1º de outubro -, fui convidado a permanecer no comando. Portanto, não sou mais interino. Creio eu que isso deve durar até o dia em que continuar dando resposta positiva com um trabalho de qualidade. Vamos avançar agora com o objetivo de solidificar esse projeto e ampliar nosso alcance. Aos poucos, a sociedade vai absorvendo isso.

Aparte - E essa condição de definitivo muda o que na sua responsabilidade?
NM -
A rotina, a responsabilidade com a minha relação de âncora com a sociedade, o grau de informação que precisamos ter, a necessidade de atualização sempre, e o principal, muda a responsabilidade com os ouvintes, com a informação de qualidade, apurada, sem pressa e nem intenção de fazer sensacionalismo ou de dar em primeira mão, ou exclusiva, e aquele fato que não ajudar em nada a sociedade. 

Aparte - Nesse curto espaço de tempo, já passou por alguma experiência que precisou aguçar seu faro nesse sentido?
NM -
Na semana em que iniciei, houve a morte do garoto Ruan, na Soledade, e lidamos com esse fato com responsabilidade, sem sensacionalismo, sem bradar mais ódio pelas ondas do rádio. Agimos com precisão e não incitando a sociedade. Recebi muitos comentários depois. Nós profissionais de imprensa temos uma responsabilidade grande. Tenho como norte a verdade e a imparcialidade, o que não quer dizer que não tenha identidade e opinião. As tenho sim, mas devo ter o respeito pelo ouvinte, no sentido de que do outro lado há pessoas inteligentes, que pensam e formam opinião. Então penso que é uma função de alta e grande responsabilidade. Mas acima de tudo, muito prazerosa, porque faço o que amo.

Aparte - O senhor acha que já pegou ritmo?
NM -
As pessoas dizem que sim (risos). Tenho ouvido bons comentários.

Aparte - Qual era a sua experiência no rádio sergipano até então?
NM -
Eu sou relações públicas de primeira formação. Graduei-me em 2004 e depois fiz especialização em marketing e tenho MBA em Gestão de Empresas. Sou radialista desde 2016 e sou estudante de jornalismo. Trabalhei com assessoria de comunicação para parlamentares de 2004 a 2010 e, no ramo empresarial, com gestão de empresas na Rede Presidente de 2008 a 2015. Em 2016, retomei o trabalho com assessoria de comunicação e estudei Rádio/TV, e foi quando fui convidado a ser repórter de George Magalhães na 103 FM. Ficamos lá de maio a dezembro de 2016. Em janeiro de 2017 viemos para a Fan. Nesse novo quadro vim como produtor e fiquei na produção até janeiro de 2018. Em janeiro, o colega Antero Alves soma-se a nosso projeto, eu tiro férias em fevereiro e quando retomei em março fui para reportagem, onde fiquei até o final de setembro, saindo para assumir o comando do Jornal da Fan. George Magalhães abriu as portas do rádio para mim atendendo ao pedido de uma pessoa. Não revelarei o nome - ela saberá ao ler -, e se estou aqui, é porque há 14 anos depois continuo desfrutando da confiança dela e de seus familiares em meu talento. Sou muito grato a Deus por tudo! É só o começo de uma longa estrada.

Aparte - Qual foi o saldo comunicacional em favor da Fan nesta campanha?
NM -
Muito positivo. Trabalhamos com o foco de ter a notícia em primeiro lugar. Buscamos contribuir com a boa informação, para que o cidadão pudesse decidir de forma consciente. Ouvimos a todos, em várias horas de entrevistas no Portal Fan F1 através de lives nas redes sociais e no Jornal da Fan, em Aracaju e em Carmópolis. Além disso, estreamos na transmissão da apuração de forma competente e inovadora, sob o comando do grande Paulo Lacerda, que tem 52 anos de rádio e sob nosso comando. Foi um encontro de duas gerações do rádio e audiência foi de ponta a ponta em Sergipe, num retorno muito bom.

Aparte - Qual a orientação política que é passada pelo Grupo Presidente na sua programação?
NM -
É a de ouvir a todos sem distinção e priorizar a notícia, que deve ser a grande estrela do jornalismo. Essa é a política do Grupo Miro Santos, do qual fazem parte a Rede Presidente e a Rede Fan de Comunicação.

Aparte - Qual foi a reação do ouvinte com sua substituição a George Magalhães?
NM -
Não sei medir isso. Mas ouço muitos comentários de pessoas saudosas do estilo único e marcante dele, e ouço muitos comentários de parabéns a mim por não estar tentando imitá-lo, mas por criar um estilo próprio.

Aparte - O senhor era produtor dele. Acha que ele tem condição de reassumir o posto no comando do programa?
NM -
Não me cabe esta avaliação e resposta. Só a direção da emissora.