Aparte
OPINIÃO – Por um novo Brasil
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[*] Onyx Lorenzoni

Para transformar algo é preciso, em primeiro lugar, vontade. Depois vêm o planejamento, a definição de prioridades e a criação das condições. Por último, devem-se colocar em prática os diferenciais que levarão à mudança efetivamente. É a ordem natural das coisas, assim se escreve a história. E é assim que o Brasil pode e vai se transformar no país que os brasileiros querem. 

No mundo político, poucos imaginaram que o chefe da nação seria um homem sem uma gama de partidos coligados, sem tempo de propaganda na TV e sem os vultosos recursos característicos das campanhas presidenciais das últimas décadas. Mas quem entendeu o que aconteceu neste país de 2013 para cá compreende por que Jair Messias Bolsonaro foi escolhido como o fiel depositário da esperança dos brasileiros. 

Colocar as pessoas em primeiro lugar é a prioridade do governo que, a partir de 1º de janeiro de 2019, assumirá desafios para a transformação que os brasileiros esperam ver em seu país. Essa mudança é uma exigência de quem sofre as consequências de governos que não tiveram compromisso com as pessoas; e sim, apenas com o projeto de poder. 

Saem de cena os projetos mirabolantes, o toma lá dá cá como base de sustentação, o discurso "politicamente correto" (era apenas o discurso), as relações nebulosas e o financiamento de ditaduras ideologicamente alinhadas, as ilusões irresponsavelmente vendidas como grandes soluções e a concentração de poder e recursos em Brasília, enquanto governos estaduais e prefeituras nem sequer conseguem pagar os salários dos servidores. Um enredo de incompetência, mentiras e amarras ideológicas que levou o Brasil a uma crise sem precedentes. 

Temos milhões de pessoas desempregadas, empresários fechando as portas por não suportar a carga de taxas e impostos, infraestrutura deficiente e insuficiente. 

Além disso, a insegurança é crescente, fomentada em muito pela inversão de valores promovida pelos governos de esquerda, em que forças de segurança são criminalizadas e bandidos romantizados, enquanto a violência bate à porta de qualquer um, em qualquer lugar deste país.

Há também os preocupantes índices que revelam a desatenção com a educação básica; a precariedade no atendimento de saúde; e, claro, não podemos esquecer as tentativas constantes dos que querem tornar menores ou insignificantes valores tão caros à sociedade brasileira, como, por exemplo, a família.

Temos, agora, a oportunidade de deixar tudo isso no passado, desamarrar o país e transformar o futuro. Chegou a hora da verdadeira mudança. O povo brasileiro fez a sua escolha, e a verdade assume o protagonismo. Foi ela quem aproximou os agentes da mudança. A verdade presente no discurso do então parlamentar Bolsonaro e nas aspirações de todos que se juntaram ao projeto. 

O plano de governo entregue no registro da candidatura deixou bem claro desafios e prioridades, no resultado das eleições e na primeira manifestação do presidente eleito aos seus cidadãos: a verdade nos trouxe até aqui e será o fio condutor da mudança. Com ela sempre presente nas relações entre o governo e seus cidadãos, Poderes constituídos e entes federados, será possível enfrentar e vencer os muitos problemas do Brasil. 

Essa relação franca entre governo e população estabelecerá um novo caminho, pelo qual a nação será informada dos porquês de algumas mudanças, como a tributária e previdenciária, e da necessidade latente de elas serem implementadas.

Jair Bolsonaro foi eleito para promover e liderar o encontro da expectativa da população brasileira com a transformação do país. 2018 entra para a história como o ano em que o povo brasileiro e o governo por ele escolhido almejaram a mesma coisa: resgatar princípios e valores, colocando o Brasil no seu devido lugar, transformando-o num grande país, com uma grande nação verdadeiramente livre e democrática.

[*] É ministro Extraordinário de Coordenação da equipe de transição de Jair Bolsonaro; indicado para ministro-chefe da Casa Civil e deputado federal, DEM-RS, desde 2003. Este texto foi publicando originalmente pelo jornal Folha de S. Paulo.