Aparte
A situação Eliane Aquino e a berlinda do PT
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Lula: sem ele, só faz um federal com Eliane Aquino

O desabafo da vice-prefeita de Aracaju, Eliane Aquino, PT, feito na coluna Aparte nesta quarta-feira sobre questões eleitorais em torno do seu nome carece de um análise mais aprofundada.

Estão a sacudi-la em todas as direções eleitorais possíveis: para a disputa de senadora, de governadora e de deputada federal. Em alguns momentos, usam-na até como massa de intriga. Há algo mais de positivo do que de negativo nisso, embora nela possa gerar um certo estresse.

O nome de Eliane Aquino é forte. Fortíssimo. Há pesquisas de consumo interno nas quais ela pontua como a persona política mais lembrada - para quaisquer das funções públicas a ser disputada no seu agrupamento.

Daí que joguem-na contra Belivaldo Chagas, enquanto nome de disputa já pré-apontado para o Governo do Estado - aliás, isso virou o cardápio de determinados analistas atira-o-barro-pra-ver-se-cola; daí que sacudam-na contra as pretensões de Rogério Carvalho, PT, para o Senado e atirem-na numa disputa pela Câmara Federal, o que deixa o pessoal do deputado federal João Daniel meio zarolho.

Eliane Aquino nunca disse que disputará qualquer coisas em 2018. Mas também não esconde a sua opção de fomentar nomes novos – no que ela pode estar inserida – que faça do Congresso Nacional uma casa política menos emporcalhada.

Será que é ela mesma uma pré-candidata a deputada federal? E se for, há algum crime nisso? Não teria direito? Quando o nome dela soa palatável nas pesquisas, há um indicativo que muitos petistas não querem ver, que é o de que a sociedade de Sergipe a separa do seu partido tão maculado, tão crivado de erros.

E a separa, em parte, pela pessoa dela mesma, e na expressa maioria pelo DNA que ela traz do camarada Marcelo Déda, que poderia ter tido os defeitos do mundo, mas não os da falta de ética, da indecência nos negócios da política. Déda era um petista que não se prestava à rima com este PT que lota penitenciárias nacionais com suas figuras de proas.

Se não houver candidatura de Lula à Presidência da República – e tem todo um caldo de cultura para não haver -, o PT de Sergipe viverá um problema de berlinda vexaminoso: não fará um deputado federal pelo Estado. Exceto se Eliane Aquino estiver na disputa. Como o PT é uma tábua de divisionismos e ódios, ela que se prepare para muitas cipoadas na cacunda. Cipoadas do seu próprio teto.