Aparte
Eugênio Dezen vai suceder Wellington Paixão na direção da Sergas
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Eugênio Dezen: sucessão na Sergas, rendendo Wellington Paixão

Pela “dança das cadeiras” no âmbito do Governo, considerada natural por uns e nem tanto por outros, nesta sexta-feira a Sergas muda de comando.

A gestão dela vai deixar de ser da cota do ex-governador Jackson Barreto, que a exercia através do ex-prefeito de Aracaju, o advogado Wellington Paixão, e passará a ser da do deputado federal Laércio Oliveira, PP.

Na sexta-feira, o Conselho Administrativo da Sergas se reúne e deve confirmar o nome de Eugênio Dezen como o futuro presidente. Ele assume de imediato, mas deve haver uma passe formal na segunda-feira. Dezen está hoje no comando da Codise.  

A ida de Eugênio Dezen para a Sergas é uma clássica mexida em time que está ganhando. Sob a gestão de Wellington Paixão, a Sergas tornou-se uma das empresas mais lucrativas do Estado nos últimos anos: em 2016, fechou com um faturamento de R$ 154 milhões, numa comercialização direta de 101 milhões de metros cúbicos de gás.

Isso com apenas 62 servidores, entre os quais apenas oito cargos em comissão. Os demais, concursados. Resultado de um enxugamento rigoroso em seus custos. Em exemplo comparativo: em 2015, quando ela era cedida ao deputado estadual Gustinho Ribeiro, a Sergas teve um custo de R$ 844 mil; em 2016, terminou com R$ 112 mil e em 2017, R$ 65 mil.

Que o grupo de Laércio Oliveira, através do engenheiro Eugênio Dezen, não dê um passo em direção ao passado. No mais, Eugênio é tecnicamente preparado para o cargo. Não custa lembrar que ele já foi o diretor-geral da Petrobras de Sergipe.