YoutubeFacebookTwitterInstagram
Aparte
Author bc92de88786c313d
Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Belivaldo Chagas diz que “Sergipe não quebrou”, mas que não vai esconder dificuldades
CompartilharWhatsapp internalFacebook internalTwitter internal
8a771290556d7bc5

Belivaldo Chagas: missão dura de sair da crise sem negar nada à sociedade

O governador Belivaldo Chagas, PSD, vai à Assembleia Legislativa no próximo dia 21, quinta-feira da semana que vem, com o relatório final da situação financeira do Estado de Sergipe – numa compilação ampla, geral e irrestrita feita ainda com a ajuda do ex-secretário da Fazenda, Ademário Alves, a quem ele muito agradece por tudo o que produziu na esfera da Sefaz neste quase um ano de gestão.

Belivaldo Chagas garantiu à Coluna Aparte que vai perseguir a linha da transparência com as contas públicas, está apostando que segue o caminho certo ao expor de público o drama de Sergipe e acredita que a sociedade vai, enfim, compreender a sua metodologia e a sua busca de retirar o Estado da crise.

“Eu não vou querer buscar culpados no passado para a situação do Estado, mas tenho que compartilhar tudo com a sociedade. Ninguém está dizendo que o Estado está quebrado”, reforça ele. Entre os-não culpados, Belivaldo se sente em lugar de honra, mesmo porque somente há menos de um ano, pondera, ele tem o poder final sobre as coisas. Até então, foi sempre uma espécie de adoc sem poder final. 

“O que eu tenho dito é que a Previdência quebrou e está levando o Estado para o buraco das dificuldades, a um custo de mais de R$ 100 milhões por mês. Mas eu também nunca disse, nem agora e nem na campanha, que o Estado estava uma maravilha. Eu não fiz campanha escondendo nada”, reforça Belivaldo, naquele seu jeito aberto de não purgar sozinho os problemas de Sergipe.

Para Belivaldo Chagas, nessa hora difícil seria uma irresponsabilidade não compartilhar tudo com os sergipanos de todas as esferas e todos os matizes como ele se propôs a fazer e está cumprindo. “Eu acho que a sociedade está acompanhando as minhas exposições dos problemas financeiros de Sergipe - e isso para mim já é muito importante”, constata.

E será que ele haverá de ser pela sociedade compreendido, pergunta-lhe a Coluna Aparte. “Conforta-me saber que a sociedade acordou para acompanhar. Não se trata de ela ser mais ou menos compreensiva. O importante é ela estar acompanhando. Diferentemente do que aconteceu até recentemente, quando a sociedade não estava acompanhando e só recebeu a bomba”, diz ele.

Mas a cruzada de Belivaldo, certamente, não é à toa e nem pelo nada. “Espero que, como consequência desse acompanhamento, a sociedade acabe compreendendo o que se passa. Agora, é lógico que não posso cobrar apenas de um setor da sociedade. Eu tenho que cobrar de todos. Quem puder fazer a sua parte, que faça. Se o empresariado quiser continuar investindo em Sergipe, eu vou agradecer, porque isso é bom e é do que necessitamos nesta hora”, diz ele.

Belivaldo Chagas tem um estilo muito próprio - e forte - de atuar na cena política a partir de eu político personalizado - como soe ser com quase todos os que chegam ao panteão que ele chegou. A Coluna Aparte provoca-lhe o questionamento sobre se acha que seu modo comunicacional ajuda ou não nessa hora turva.

“Eu acho que a minha comunicação pessoal ajuda a resolver os problemas, porque a população entendeu desde a campanha que ela precisa de sinceridade e de transparência. E eu não estou sendo nada além do que sincero e transparente”, diz ele.

“Claro que o fato de eu não ser candidato a uma reeleição me ajuda a ser mais sincero ainda. Como governador, eu não vou dizer nem sim e nem não por causa de processo político-eleitoral. Eu vou agir como gestor. Eu fui eleito para ser gestor. Eu não fui eleito para fazer política”, diz ele.

Há casos graves, sobre os quais esse gestor Belivaldo vai ter que atuar decisivamente, como este levantado pela Coluna Aparte junto a fontes da Previdência e da Sefaz: de 2014 até hoje, o Governo do Estado repassou para os Poderes Judiciário e Legislativo R$ 398 milhões de recursos para cobrir uma Previdência que não caberia ao Executivo pagar, e sim a esses dois Poderes em si.

Pelo que se sabe, Belivaldo está pactuando junto a esses dois Poderes para que eles balancem esse o Mateus que é deles. Mas isso vai ser lento e gradualmente – e será que ao fim de tudo Inês não vai estar morta?