Aparte
Adelson Alves tem candidatura impugnada e acusa o Patriotas de agir com má-fé
23c6351077da1565

Adelson Alves: sai atirando em Milton Andrade e em Emília Correa

Adelson Alves, O Guerreiro, teve a candidatura ao Senado impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral porque seu Partido, o Patriotas, deixou de apresentar a documentação da primeira suplente Maria José da Silva e do segundo suplente Márcio Vieira - este, inclusive, não se desincompatibilizou de um cargo a tempo.

Tem mais confusão: quando substituíram Márcio Vieira por Cássio Júnior, o partido não atentou para a idade do candidato, que tem 30 anos, quando a legislação exige para concorrer ao Senado a idade mínima 35 anos. O Guerreiro está fora de combate e se sente traído.

Decepcionado e profundamente magoado, Adelson Alves não esconde sua indignação com o presidente do Patriotas em Sergipe, Uezer Licer Mota Marquez, que, segundo ele, não deu a menor atenção ao encaminhamento do seu registro de candidatura.

“Estamos órfãos no partido. Nos abandonaram durante a disputa, embora eu pontuasse com 3% dos votos, podendo chegar a 6%, dentro da margem de erro”, lamenta o ex-candidato. Outra decepção de Adelson foi com o candidato ao Governo da sua coligação, Milton Andrade, PMN.

Para ele, faltou respeito, dignidade e transparência por parte de Milton. “Tenho mensagens trocadas via Whatsapp com Milton, a pedir atenção quanto ao indeferimento do registro da candidatura ao Senado e tive como resposta: “A campanha está pegando fogo”. Eles perderam o prazo para recorrer e deixaram de cumprir as determinações do TRE porque quiseram”, acusa Adelson.

Adelson não esconde que está abalado emocionalmente depois de ter o seu sonho frustrado por negligência do partido e da coligação. “Minha família, meus amigos, meus colegas de profissão, meus admiradores, que ainda hoje se declaram meus eleitores, todos estão sentindo a maldade que fizeram comigo. O senador 510 está fora do processo eleitoral”, lamenta Adelson.

O Patriotas coligou-se com o PMN na majoritária e participa de uma coligação na proporcional com o Podemos e, de acordo com Adelson Alves, não tem pedido voto para o senador do partido. “Emília Correa pedindo voto para um candidato ao senado (Delegado Alessandro) de outro partido (REDE), que defende a ideologia de gênero, enquanto o Patriotas é a favor da família tradicional. Que contradição”, critica o Guerreiro.

Para Adelson, a vereadora está enciumada, pois foi ele o indicado para disputar o Senado, enquanto ela ficou como candidata a deputada federal, em decorrência da cláusula de barreira. “Ela pode ter ficado com inveja ou ciúmes de mim”, diz.

Emília, segundo Adelson, dispõe de R$ 318 mil para fazer a campanha. No entanto, prevê, ela só quer se manter em evidência para tentar a reeleição na Câmara de Vereadores em 2020. “Esse é o projeto. Quanto a Milton, a candidatura dele não é pra valer, e se tivesse de defini-la com uma cor, indicaria o laranja. Não é pra valer, é apenas oportunismo”, finaliza.