Aparte
Alguns do Sintese confundem “gratidão com dinheiro no bolso”
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Nem tudo foi indelicadeza na solenidade de aposentadorias

Manda o bom discernimento que educação e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Educação é palavra de múltiplas significâncias, mas nenhuma delas sinônimo de grosserias.

Nessa seara, se há algo que não combina é falta de educação em profissionais da educação. Professor educa pelo exemplo, postura, e ação cotidiana onde se encontra.

Esse preâmbulo simples é para publicitar a falta de educação de alguns professores da rede pública, através do seu Sindicato, o bravo Sintese, na cerimônia de despedida de 80 professores e professoras da Secretaria de Estado da Educação - todos devidamente aposentados após décadas de trabalho.

Há um ano a Secretaria de Estado da Educação homenageia os aposentados da educação na hora em que eles entram nessa nova fase. A cada dois meses, voluntariamente, professores e demais profissionais da educação são recebidos para uma palavra, um abraço de agradecimento pelo trabalho na rede, um café com música, e lhes são entregues diplomas honorários, como gratidão a quem dedicou parte da sua vida ao serviço de educar gerações e gerações de brasileiros e sergipanos.

O evento é uma forma de honrar os mestres e mestras da educação sergipana. A cerimônia marca a despedida da rede de forma digna, repleta de reconhecimento e positividades. Diga-se de passagem, ser grato não é somente ser agradecido. Mas olhar o mundo sob uma ótica positiva. Pode parecer piegas, mas diante do caos só a gratidão salva.

Nessa quarta-feira, 13, no entanto, a cerimônia para homenagear os professores e professoras da rede quase se transformou num vexame, tamanho o desrespeito ocorrido no evento. Diante de 80 professoras e professores aposentados, cinco militantes do Sintese, devidamente uniformizados, gritavam palavras de ordem contra o governador Belivaldo Chagas e o secretário Josué Modesto dos Passos Subrinho.

Usando de uma atitude desrespeitosa e sem consideração a ninguém do evento, gritaram que gratidão é dinheiro no bolso. As pessoas presentes ficaram chocadas com tamanha falta de respeito e de civilidade vinda de uma gente que não se ruboriza de confundir gratidão com dinheiro no bolso.

Mas a cerimônia, não obstante a má educação militonta, ocorreu. Ao fim de tudo as pessoas ali presentes saíram com a seguinte indagação: a quem e a que serve essa exposição degradante que não respeita a própria categoria no seu último dia de trabalho?

Na verdade, os tempos são bem outros, com alguns insistindo em dizer que virtude é algo que não vale lá muita coisa.