Aparte
Sim, Sergipe tem quase 74 mil servidores públicos sob o teto do Estado
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Marco Queiroz: conformando o número de servidores

Não há dúvidas: sob o guarda-chuvas direto do Governo de Sergipe, como trabalhadores da ativa e aposentados, há mesmo 73.668 pessoas. É uma montanha de gente.

Uma montanha que gera confusão no aspecto quantitativo. Numa nota na Coluna Aparte no dia 4 deste mês e na Entrevista Domingueira do dia 10, o secretário de Estado da Fazenda Marco Queiroz sustentou por duas vezes o número 73.668.

De acordo com ele, são 39.968 trabalhadores da ativa, aquelas pessoas ainda em ação, e 33.700 aposentados ou pensionistas, figuras que já deram a sua participação e agora estão no cabide do descanso. Sim, mas todas elas com o cordão umbilical do salário ligado ao útero do Estado.

Até o governador Belivaldo Chagas faz confusão com os números. No evento da Assembleia Legislativa na última terça, 12, para apresentar o Plano de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe, Belivaldo falava em algo bem menos do que isso.

Um deputado estadual, a quem a Coluna vai respeitar o nome aqui, chegou a dizer, em tom crítico, que Marco Queiroz não sabia nem mesmo o efetivo de pessoas que dependem do Estado como trabalhadores da ativa e aposentados.

Queiroz não se incomoda com isso. Consultado de volta pela Coluna Aparte, sustentou os números com aparente segurança. “Os aposentados são esses mesmos e quem me passou foi Sergipeprevidência, com dados atualizado em 3 de setembro de 2019”, diz Marco Queiroz.

Quando Marco Queiroz diz que “os aposentados são esses mesmos” não está negando sua informação sobre o quantitativo dos 39.968 trabalhadores de gente da ativa. Ele sustenta e faz um ajuste que aclara isso.

“Nos ativos, se a gente excluir as pessoas das fundações é que cai um pouco. Mas passei os dados com os servidores das fundações”, diz ele. E justifica mais: “As fundações são contratadas pelo Estado. Não há erros”.

Marco Queiroz diz que há Secretarias que informam o quantitativo do efetivo deixando de lado o pessoal das fundações. A Secretaria de Estado da Administração – SEAD -, que trabalha com o todo do Estado, é uma delas. “A SEAD tem dois números - um com e um sem as fundações”, diz ele.

E justifica: “A Fundação que emprega mais gente é a Hospitalar. São servidores celetistas, que não fazem parte do regime próprio, e deles recolhem-se FGTS”, diz.