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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Belivaldo Chagas vê Marco Queiroz pronto para Sefaz. Só espera resposta
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Belivaldo Chagas: Queiroz tem conhecimento de causa

O governador Belivaldo Chagas, PSD, disse nesta quarta-feira, com exclusividade à Coluna Aparte, que considera o executivo da Caixa Econômica Federal Marco Queiroz, que foi superintendente desta instituição até recentemente, a pessoa ideal e pronta para assumir o comando da Secretaria de Estado da Fazenda, hoje interinamente sob o controle do técnico da própria Sefaz Marcos Venicius do Nascimento.

Belivaldo Chagas convidou Marco Queiroz esta semana para uma conversa no Palácio e lhe fez de súbito uma consulta sobre a disponibilidade dele. Foi a queima-roupa. “Eu fiz o convite para ele ir lá no meu gabinete, mas ele não esperava que fosse para essa finalidade. Pensou que iríamos tratar de contas do Estado que temos com a Caixa. Mas ficou lisonjeado com o convite. Claro que ele teria de pensar, porque afinal de contas não é só chegar e responder de imediato. Ele tem que consultar a família dele, tem toda uma tramitação na Caixa para liberá-lo ou não”, disse o governador.

“Eu estou aqui em Brasília e estou pensando de na quinta-feira no máximo eu conversar com ele, quando responderá se aceitará ou não aceita. “Ah, já está certo, ele tende a aceitar”. Não. Queiroz não me confirmou isso ainda e eu não vou estar confirmando por ele”, disse Belivaldo.

Para formular o convite, Belivaldo Chagas admite identificar em Marco Queiroz boas qualidades para o posto. “Eu acho que o Queiroz é um gestor que tem perfil para assumir a Secretaria de Estado da Fazenda, porque é bem relacionado, tem conhecimento de causa e a gente vai somar a experiência dele com a do pessoal da base da Sefaz”, disse Belivaldo Chagas à Coluna Aparte.

Na verdade, ser secretário de Fazenda em momentos de crise é uma condição espinhenta. “O trabalho na Sefaz é de uma dureza terrível, porque as obrigações de um secretário de Fazenda são, numa situação de crise fiscal, as de dizer não. E todo mundo lhe demanda. Todo mundo tem razão, mas ele não tem como dizer sim. Permanecer naquele posto é muito cruel”, disse recentemente ao Portal JLPolítica o economista Josué Modesto dos Passos Subrinho, o penúltimo sujeito a passar por lá antes de Ademário Alves.

Belivaldo Chagas pensa numa Sefaz com a roda técnica mais ativada, de olho nos aspectos mais financeiros e contábeis, e o titular dela mais liberado para outras demandas. “Eu quero um cara conciliador, que tenha inclusive acesso à Caixa Econômica. Nós temos negócios com a CEF e automaticamente Queiroz é um elo perfeito. Um cara que foi superintendente da CEF não sei por quantos anos não tem como não saber de finanças públicas. Claro, ele é um técnico da Caixa”, constata.

Segundo o governador, a parte operacional, subterrânea, da Sefaz deve ficar sob o comando de Marcos Venicius do Nascimento, que é quem está exercendo o posto de secretário com a saída de Admário, mas responde originariamente pela Superintendência-Geral da casa, com Ana Cristina Prado, da Superintendência Executiva, e com Antonio Marcos Almeida, da Superintendência de Orçamento - uma parte nova que a Sefaz ganhou na reforma.

Assim, Marco Queiroz teria macro atribuições. Seria uma espécie de primeiro-ministro. “Nesse caso, esses superintendentes terão tempo para ficar cuidando dos números, da parte especificamente técnica e Queiroz fazendo os contatos. Porque o dia a dia de um secretário de Fazenda não é só ficar fazendo e desfazendo contas. É o de receber gente para conversas, é o de tomar decisões, e isso consome muito tempo. Um cara só não dá conta de tudo isso. Não é fácil”, reconhece Belivaldo.

Marco Queiroz é um bancário de carreira da Caixa. Aracajuano, ele tem 52 anos e está na instituição há 29 anos - até o dia 8 de março estava superintendente dela, espaço que ocupou com desenvoltura por três anos e dois meses. Saiu por que o Governo de Jair Bolsonaro trocou os superintendentes de Caixa dos 27 Estado dos Brasil.

Se Queiroz - ele é muito conhecido pelo sobrenome - topar o convite de Belivaldo Chagas, pelo menos no discurso de posse vai poder fazer um chiste e cantar de galo, dizendo que um dia já foi um auditor fiscal da própria Sefaz. Se isso por si só não for o suficiente, ele poderá, ainda, dizer que o fora também fiscal de tributos do município de Aracaju. Ah, e se lhe tesarem, poderá levantar o crachá de que de ambos foi devidamente concursado. Ele deixou os dois para ser bancário - e é dessa atividade que lhe veio o conhecimento de finanças públicas que poderá lhe ser útil agora.