Aparte
Entrevista: Georgeo Passos pode trocar PTC pelo PSB
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Georgeo Passos: só não vai para a base do Governo

Uma decisão por parte do deputado estadual Georgeo Passos já está tomada: vai sair do PTC. Uma outra: “não vou para qualquer partido que esteja sob a batuta do governador Jackson Barreto”.

Uma de suas opções de filiação é o PSB. Ele disse que recebeu um convite do deputado Luciano Pimentel e, depois, do senador Antônio Carlos Valadares. “Temos que avaliar se vão ser mantidas as coligações ou não, e como vai se comportar o PSB”, avisa. Leia breve entrevista com ele.

Aparte – O senhor deixa o PTC pelo PSB?
Georgeo Passos -
Recebi convite do deputado Luciano Pimentel e hoje o senador Antonio Carlos Valadares reforçou. Mas não me decidi ainda para qual partido vou. A certeza é a de que vou sair do PTC e não vou para qualquer partido que esteja sob a batuta do governador Jackson Barreto.

Aparte - Por que o senhor quer deixar o PTC?
GP -
Pela força de nossa mandato, pelas nossas ações, eu preciso de uma sigla que tenha um respaldo maior.  Mas respeito todos do PTC, que é um partido que tem ainda uma bancado pequena no Congresso, mas está em crescimento. Eu creio que hoje, pela força do nosso mandato, das nossas ações, preciso estar num partido maior no ano que vem. No próximo ano queremos estar num partido maior.

Aparte – O PSB teria condições de eleger dois deputados estaduais?
GP -
Pelo que o deputado Luciano Pimentel me comenta, sim. Mas vai depender das pessoas que estão no PSB, se vai sozinho ou se coligado com alguém. Temos que avaliar se vão ser mantidas as coligações ou não e como vai se comportar o PSB. Acho que vai se coligar com o agrupamento do senador Eduardo Amorim, do deputado André Moura, e estaremos tudo numa coligação só.

Aparte – E isso facilita as coisas?
GP -
Quando você coliga, aí todos estaremos disputando em pé de igualdade. Não tem eleição fácil. Hoje em dia não tem. É uma opção sair coligado ou não. Mas não sei dizer, eu não faço parte do partido. Ele pode sair inclusive sozinho, depende da estratégia. 

Aparte – O senhor e seu mandato são tidos como bons, mas recentemente três pessoas da área disseram a este portal que sua reeleição é difícil. Há contradição aí?
GP -
Qualquer um que vá disputar a eleição, sabe que não vai ter vida fácil. A sociedade hoje está totalmente desacreditada da classe política. Lógico que cabe aí a população separar o joio do trigo. Tem um minoria que não caminha neste sentido. Não vai fazer fácil para ninguém. Cabe a população sergipana avaliar se o nosso mandato foi positivo. A gente está fazendo uma análise nossa aqui. As pessoas podem estar avaliando nosso mandato de outra forma lá fora. Mas o que sei é que grande parte da imprensa tem nosso mandato como positivo - vários formadores de opinião dizem isso. Mas o que conta é o voto da população. O que nós percebemos é que grande parte da imprensa pontua o nosso mandato como positivo.