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O que esperar de 2018?
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2018: ano eleitoral e do descrédito

2018 chegou e, com ele, a perspectiva de viver um novo ano eleitoral. Mas o que esperar deste novo processo, que chega com o descrédito e, ao mesmo tempo, com o sentimento coletivo de mudança e renovação? Para o professor de Sociologia Marcelo Ennes, do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Sergipe, doutor e pós-doutor na área, diz que o processo eleitoral de 2018 pode ter duas realidades: uma que não contaria com a interferência da população e sua reação, que se daria única e exclusivamente a partir da vontade da classe política e, em particular, da dos que ocupam cargos políticos hoje.

E um outro cenário, onde o eleitorado teria a capacidade de reação, de fazer frente a essa tendência de manutenção das coisas. “Ao que me parece, isso que nossos representantes desejam, que as coisas não mudem muito, porque, evidentemente, se mudarem será melhor para o país e pior para eles”, explica Marcelo Ennes.

Essa opinião do professor carrega uma análise que parece ser comum a toda a sociedade, que é exatamente a do descrédito da classe política e da política em si. Inclusive um descrédito com o processo eleitoral e, em alguns aspectos, com a democracia. O que pode, claro, gerar um número ainda maior de abstenções.