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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Câmara salva Temer, mas ele não leva seis de Sergipe
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Michel Temer classificou resultado de “eloquente decisão”

Adelson Barreto: pelos sergipanos
 
André Moura:
contra o PT
 
Fábio Reis: um simples sim
 
Fábio Mitidieri: vergonha pro país
 

João Daniel: evocação à
liberdade

 
Valadares Filho:
apelo à ética
 
Jony Marcos: puxão de orelha em Temer
 
Laércio Oliveira:
um simples não
 

Com apenas dois votos entre os oito de Sergipe – André Moura e Fábio Reis -, o presidente Michel Temer, PMDB, pulou ontem mais uma fogueira, ao escapar de virar alvo de investigação do Supremo Tribunal Federal.

Comprando ou não a consciência de parlamentares com recursos de emendas do orçamento, os governistas passaram o rodo na oposição ao aprovarem o relatório do Paulo Abi-Ackel, de Minas de Gerais.

Sergipe foi o penúltimo Estado a votar, antes de Alagoas.

Por ordem alfabética, vieram Adelson Barreto, André Moura, Fábio Mitidieri, Fábio Reis, João Daniel, Jony Marcos, Laércio Oliveira e Valadares Filho.

Fábio Reis e Laércio Oliveira foram protocolares. Disseram um simples sim e não, respectivamente.

Adelson disse que votaria com os interesses dos sergipanos.

André Moura, o líder do próprio Temer, falou que votava sim contra “o passado obscuro do PT e pelas reformas”. Ele foi o voto 258º.

Fábio Mitidieri disse que a Câmara não poderia fechar os olhos para corrupção apresentada pela PGR e garantiu que a população brasileira estava envergonhada pelo resultado.

João Daniel fez o discurso de acordo com a lógica do PT e disse que estava votando “pelos que deram a vida pela democracia e pela liberdade”.

O deputado Jony Marcos fez um discurso duro e bastante utilitário.

“Presidente Michel Temer, não corte os recursos das universidades federais, não feche as agências do INSS. Pague o aumento do Bolsa Família, que o senhor prometeu e não cumpriu, e cuide do meu Estado de Sergipe, que o senhor esqueceu e abandonou”, disse Jony.

Valadares Filho evocou a ética e a igualdade de todos: “Em nome da ética, tendo a consciência de que nenhum brasileiro está acima da lei, eu voto não”, disse ele.

Às 21h54, a sessão foi dada por encerrada, com 263 votos dizendo sim ao parecer de Paulo, contra 227 não, 19 ausências e duas abstenções de voto – Rodrigo Pacheco, presidente da CCJ, e Rodrigo Maia, presidente da Câmara Federal, não votaram.

Não está, portanto, autorizado que o STF investigue Michel Temer nas acusações que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou contra ele por crime de corrupção passiva. Temer classificou o resultado de “eloquente decisão”

Se a Câmara tivesse aprovado a permissão ontem, seria a primeira vez na história do Brasil que um presidente passaria a ser alvo de acusação formal durante o exercício do mandato.

Para que o presidente Temer se tornasse réu, era necessário que dois terços dos 513 parlamentares votassem a favor da aceitação da acusação. Ou 342 votos em plenário – muito distante do resultado.

O voto de número 172, que os temistas necessitavam para garantir o quórum, foi dado pela deputada Rosângela Gomes, PRB do Rio de Janeiro.

O processo de votação foi menos infantil do que o do impeachment de Dilma Rousseff, mas houve de um tudo nas declarações de voto.

Desde o bordão eufemístico de pela retomada do emprego e do crescimento econômico, até pedindo a prisão de Lula e condenando a ditadura de Maduro na Venezuela.