Aparte
OPINIÃO - Almeidinha é um falso malandro e pensa que nossa memória é poeira
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[*] Luciano Correia

O tempo me dobrou a rebeldia selvagem do jovem jornalista dos primeiros anos da grande Folha da Praia. Passo longe de confusões e de polêmicas estéreis, mas o ex-político Zé Almeida me tirou do sossego das férias para trabalhar pela verdade.

O que, efetivamente, foi uma planejada e bem sucedida solução da crise provocada pelo Sindimed, indignou o espetaculoso Almeidinha numa referência à paralisação dos médicos do serviço público de Aracaju. Acho razoável que haja pessoas que discordem da solução adotada. Afinal, a opinião de cada um é livre e disso vive a democracia.

Mas não acreditei que quem passava a receita do que é certo era o hiper, superderrotado Almeidinha, cujo falatório em torno do nada lhe rendeu em Brasília o sintomático apelido de Rolando Lero.

Mas nem todos acolhiam o besteirol de Zé Almeida com o mesmo fair play. Antônio Carlos Magalhães achou mais adequado a alcunha de Darlene, personagem de novela global que encarnava uma aspirante a celebridade a busca da fama rápida e fácil.

Almeidinha é um falso malandro: pensa que nossa memória é poeira para esquecer o maior fiasco de um “gestor” público em toda a história do poder público no pequeno Sergipe Del Rey, com a inauguração de uma “obra” que não existia.

No afã dos holofotes e flashes da glória fácil, Zé Almeidinha fez a festa e esqueceu a obra: o Centro de Nefrologia do ex-secretário fake news só foi realmente efetivado quando o governador Belivaldo Chagas chamou o feito à ordem e pôs fim ao circo midiático do nosso aprendiz de celebridade.

[*] É jornalista, professor da UFS e secretário de Comunicação Social do Governo de Aracaju.