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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Casa da corrupção cai para 10 pessoas; incluindo pai e filho ex-prefeitos presos
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Equipe da Deotap começou as ações cedo nesta terça

Esta terça-feira, 11 de junho, foi trágica para 10 políticos e empresários sergipanos, e proveitosa para o combate aos crimes de malversação do dinheiro público – a famosa corrupção pública. Pela Operação Xeque-Mate no Sertão, a Polícia Civil prendeu oito pessoas e tem duas em fase de busca.

No final da operação, que se deu sobre as cidades de Salvador, na Bahia, e Tobias Barreto e Carira, em Sergipe, restaram presos os dois ex-prefeitos João Bosco Machado e Diogo Machado (pai e filho) e vereador carirense José Alves de Menezes, e mais quatro empresários. A polícia aguarda ainda a apresentação do irmão ex-prefeito Diogo, Diego Machado.

Segundo o Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública da Polícia Civil - Deotap - além do ex-prefeito e seu filho, Diogo Menezes Machado, mais sete pessoas foram acusadas de participar da organização criminosa. “Antônio Carlos dos Santos, conhecido por Carlinhos; José Messias dos Santos, José Alves de Menezes e Robson Lopes de Oliveira já estão presos identificados como “laranjas” da organização criminosa”, informou a Secretaria de Segurança Pública.

Foram pedidas prisões preventivas de 10 pessoas: João Bosco Machado, Diogo Menezes Machado, Diego Menezes Machado, Antônio Carlos dos Santos, José Messias dos Santos, José Alves de Menezes, José Pereira Rosa, Marcelo Oliveira Menezes, Luiz Carlos Amaral de Oliveira e Robson Lopes de Oliveira.

De acordo com a Deotap, “o grupo atuava em diversas frentes da administração pública com o objetivo de fraudar licitações”. “Era um grupo político que se valia do seu poder para desviar dinheiro público da Prefeitura. No inquérito policial já apuramos um desvio aproximado de R$ 7 milhões. Nos inquéritos civis, feitos pelo Ministério Público, é apontado desvio de mais de R$ 20 milhões”, disse a delegada geral da Polícia Civil, Katarina Feitoza.

De acordo com informações obtidas na investigação iniciada pelo Ministério Público e depois encaminhada ao Deotap, o principal articulador do sistema de fraude à licitação foi o ex-prefeito de Carira, João Bosco Machado.

“O dinheiro saía dos cofres da Prefeitura de Carira, seguia para a empresa Angular e retornava para a conta do ex-prefeito João Bosco Machado, como também para a conta de seu filho Diogo Menezes, que era o prefeito na época”, destacou a delegada Lara Schuster, que coordena as investigações.

“Se durante a investigação for identificado o envolvimento de mais suspeitos, iremos pedir novas prisões. Inclusive o Judiciário do município de Carira decretou o sequestro e a disponibilidade de todos os bens dos acusados e o bloqueio de R$ 20 milhões da conta”, finalizou o promotor de Justiça Bruno Melo.

Tiveram os bens indisponibilizados 13 pessoas e cinco empresas: João Bosco Machado, Diogo Menezes Machado, Diego Menezes Machado, Antônio Carlos dos Santos, José Messias dos Santos, José Alves de Menezes, Luiz Carlos do Amaral de Oliveira, Robson Lopes de Oliveira, Marcos Ribeiro Leite, Wilian Tavares Oliveira, Leonel Batista Sequeira Blanco, José Pereira Rosa, Marcelo Oliveira Menezes, além das empresas Angular Construções Ltda, Premium Construtora Ltda, Leader Construçoes Locações e Serviços Ltda e Selcoi Serviços e Construções Ltda.

Além do Detop e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado - Gaeco -, a operação contou com o apoio do Complexo de Operações Especiais – Cope -, Departamento de Narcóticos da Polícia Civil – Denarc -, Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa – DHPP -, Divisão de Inteligência da Polícia Civil - Dipol -, Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro - LAB-LD - e Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos - DRCC.