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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 37 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Chapas e entidades decidem por consulta eleitoral à comunidade da UFS para escolha de reitor
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André Maurício: “Estamos ainda em eleição e ela será realizada em agosto”

E o pleito com as três comunidades vai ser feito em agosto. As quatro demais chapas que disputam a Reitoria e a Vice-Reitoria da Universidade Federal de Sergipe não consideram a lista tríplice eleita no último dia 15 de julho pelo Conselho Eleitoral Especial como um encerramento do processo da sucessão do reitor Angelo Antoniolli e do vice Valter Joviniano de Santana Filho. A outra, que perfaz as cinco, é a encabeçada justamente pelo professor Valter Joviniano, atual vice-reitor, que obteve a maioria dos votos no Conselho - 37 de 82.

As chapas e as entidades de classe da UFS - Sintufs e Adufs - tiveram uma reunião nesta quarta-feira, 29, e definiram que vão materializar o processo de eleição nas comunidades - com votos de professores, servidores e alunos - e não esperar pela indicação do que decidiu o Conselho Eleitoral Especial da instituição no dia 15, quando 82 conselheiros escolheram os três nomes.

O comissão que toca esse processo está decidida inclusive a contratar os serviços da Serpro, uma empresa pública de profunda expertise em tecnologia da informação e com atuação de cerca de 50 anos o Brasil. “Não estávamos dando a lista tríplice como encerramento do processo, porque o processo nem começou ainda”, disse nesta quarta à Coluna Aparte o físico e professor André Maurício Conceição de Souza, um dos candidatos, inclusive o que ficou em segundo lugar na eleição do Conselho, com apenas sete votos atrás de Valter Joviniano de Santana Filho, que é o chamado candidato da Reitoria.

No dia 15 de julho foram catapultados à lista tríplice - que em tese deveria ser remetida a Brasília para que o presidente da República escolha dali o reitor - os candidatos Valter Joviniano, com 37 votos, André Maurício, com 30 votos, Vera Núbia Santos, com nove votos. Os candidatos Denise Leal Fontes Albano, com cinco e Valter César Pinheiro, com apenas um voto, ficaram de fora dela.

“A listra tríplice ainda não foi a definição do processo. Vamos ter eleição das comunidades, dentro da universidade, agora agosto agora. Tivemos a reunião hoje pela manhã das chapas com as entidades. Elas estão preparando o sistema e vamos à eleição”, disse André Maurício.

“A eleição está toda acompanhada da comissão eleitoral. Eles estão fazendo o sistema, vão validá-lo e estão fazendo um convênio com o Serpro. A reunião de hoje não contou com a Reitoria, porque essa eleição da comunidade não tem nada a ver com a Reitoria. São só as entidades. É uma eleição que se fez durante esses últimos 30 anos”, reforça André Maurício. 

Mas André Maurício destaca que a ausência da Reitoria da UFS nesse processo de agosto não impõe uma ilegitimidade. “Não é à revelia. A Reitoria nunca se meteu nessa consulta. Isso sempre foi independente, inclusive estava marcado para os dias 19 e 20 de março e foi adiado, mas vai ser agora no mês que vem. Só não está marcado o dia”, ressalta. O reitor Angelo Antoniolli sempre sustentou que essa eleição das comunidades não seria mesmo papel da Reitoria. 

Segundo André Maurício informou, na reunião desta quarta ficou decidida a suspensão da judicialização do processo levado a cabo no dia 15 de julho – o que selecionou os três mais votados para a lista tríplice. Logo, está mais do que óbvio que a zoeira sucessória na UFS terá mais um tempo de sobrevida.

PS - Na conversa de 5m03seg mantida por esta Coluna com o professor André Maurício na quarta, ele dissera que na reunião da comissão  eleitoral das entidades de base da UFS para o processo sucessório ficou decidido que seria suspensa a judicialização da escolha da lista tríplice feita no dia 15 de julho.

Após a publicação da nota com os dados passados por André,  a candidata Denise Albano ligou nesta quinta para a Coluna e o desmentiu. Ela disse, como autora da judicialização do dia 15, que mantém a ação. Também nesta quinta o professor André Maurício mandou zap corrigindo o que fora publicado. Segundo André, ele dissera que a judicialização seria mantida e teria sido mal interpretado.

Matéria atualizada dia 30/7, às 13h53min