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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Cidade de Itabaiana não merece um massacre da sua classe política
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Luciano Bispo: os supostos erros passados cometidos seriam mesmo suficientes para interceptá-lo?

A cidade de Itabaiana, com seus 94.696 habitantes e a quarta maior do Estado de Sergipe, certamente não merece estar passando por tamanha e deprimente provação envolvendo parte majoritária da sua classe política.

Com todo o respeito ao Poder Judiciário, e ao para-judiciário - como os Ministérios Públicos Estadual e Federal –, mas parece soar abusivo que se prenda o prefeito da cidade, Valmir de Francisquinho, que se casse o mandato do deputado estadual reeleito e presidente do Poder Legislativo Estadual, Luciano Bispo, assim como que se suspenda a diplomação do estadual mais votado de Sergipe nas últimas eleições, Talysson de Valmir.

Repita-se: com todo o respeito ao Poder Judiciário, e ao para-judiciário, mas tudo isso soa como desnecessário. Como açodamento. Mais do que isso: sinaliza desrespeito a um povo tão significativo como o itabaianense. Pela lógica da liga da justiça, o itabaianense, despudorado, estaria legitimando eleitoralmente uma horda de malfeitores. E está longe disso.

Ora, como diria o advogado Evânio Moura, se há suspeição de má-conduta em alguns tostões gerados pelas receitas do Matadouro Municipal em Itabaiana por parte do prefeito Valmir de Francisquinho ou de seus assessores, que se investigue isso à fundo, sequestre-se bens de envolvidos, adote-se outras medidas punitivas. Mas sem privar o gestor maior da cidade e seus auxiliares da sagrada liberdade. Não parece haver afetação em tudo isso?

Os supostos erros passados eventualmente cometidos por Luciano Bispo seriam mesmo suficientes para interceptá-lo, agora, na diplomação de um segundo mandato consecutivo obtido por ele? Por que não o interditaram antes, ao invés de afrontar o desejo de 33.705 pessoas que nele votaram nas últimas eleições?

Será que o mesmo não se aplica ao jovem Talysson de Valmir, em seus 42.046 votos conseguidos para um primeiro mandato à Alese? Estes três personagens parecem estar pagando um preço caro. Demasiado amargo. Será que é isso mesmo que merecem os habitantes e operosos cidadãos de Itabaiana?

É tudo muito estranho. Mas essa coluna insiste: há que se respeitar a decisão do Judiciário, embora haja indicativos sobejos de que os três reverterão as suas aparentemente complicadas situações.