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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Com R$ 19 bi de investimentos, Sergipe pode ser nova fronteira de produção de energia
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Pedro Litsek: comunicação sem problema e garantia de que tudo vai bem

Será que o Estado de Sergipe está, economicamente, entrado mesmo numa rota de retomada de investimentos que possam varrer do seu destino um discurso pessimista que vem lhe cingindo ultimamente? Esta pergunta não é feita no em vão, no vácuo. Ela tem, hoje, uma tripla razão de ser.

Para além das duas novidades anunciadas esta semana e tidas como extremamente alvissareiras - a descoberta de reservas de pré-sal pela Petrobras em litoral sergipano e a instalação do Parque de Energia Solar no município de Canindé de São Francisco pelos chineses -, Sergipe está a seis meses de ver inaugurada a termelétrica da Celse, que faria do Estado um exportador de energia.

Um dos maiores, diga-se. A notícia desta segunda-feira, dada pelo governador Belivaldo Chagas, que acena para a instalação aqui do segundo maior parque de energia solar do mundo, fala em investimentos de R$ 5 bilhões da parte dos chineses. Isso é uma hecatombe para um dos Estados mais atrasados do Brasil em energia solar.  

A Celse já deu a sua margem de investimentos: será de R$ 6 bilhões. A notícia, vinda imprensa nacional, diz que a ação da Petrobras deve investir US$ 2 bilhões nas reservas de Sergipe este ano. Pelo dólar de desta segunda, isso beira perto dos R$ 8 bilhões.

Vamos lá: isso tudo junto são R$ 19 bilhões. E um Estado que tem orçamento anual de R$ 9,9 bilhões, certamente não passará incólume perante um investimento de R$ 19 bilhões. Ele, certamente, vai ser contemplado com a chamada mão do desenvolvimento. E isso, não resta dúvidas, deve ser bom para todos.  

Um desses investimentos, é certíssimo e irreversível: o da Celse – Centrais Elétricas de Sergipe, em estado evoluidíssimo na Barra. “O nosso planejamento em Sergipe está indo muito bem. Continuamos fazendo a finalização da montagem e devemos fazer os nossos testes agora no mês de julho”, diz Pedro Litsek, diretor-presidente da Celse - Centrais Elétricas de Sergipe.

“Nosso prazo de botar a termelétrica em funcionamento em 1º de janeiro de 2019 está devidamente mantido. Nossa planta está toda montada, o navio de gás já está ancorado aqui, na costa da Barra. Faltam apenas os testes. Ligar as turbinas. Isso faremos em uns quatro meses”, completa Litsek, sem muitos rodeios.

O anunciado nesta segunda-feira por Belivaldo Chagas, apesar do gigantismo, não deve ser posto em dúvida. Belivaldo não é menino, não está em campanha para ser reeleger governador, e não cairia na gracinha de anunciar algo que não viria para Sergipe - como já ocorrera no passado deste Estado, inclusive com uma nova cadeia de hotéis no litoral sul que deixava os de Dubai no lixo.  

Ao lado do anúncio de Belivaldo, está o fato de por trás de tudo estar a China, que é dona de uma economia ativadíssima e que quer monopolizar o mundo. “Agradeço a confiança que está sendo depositada em nosso Estado. Estamos vivendo um período ímpar, onde as boas notícias estão chegando”, disse o governador, meio festivo.

“Isso cria um ambiente promissor para o Estado, onde os investidores estão atuando, fazendo com que as coisas possam acontecer. Por parte do Estado, o que pudermos colaborar, como já estamos colaborando, vamos fazer”, completou o governador.

No caso da Petrobras, falta muitíssimo de uma comunicação melhor da parte do gerente-geral da base sergipana, o Paulo Marinho. Desde o começo deste ano circula nos meios políticos e econômicos a notícia de que esta companhia investiria em Sergipe, em 2019, três vezes mais do que investira em 2018. 

Políticos têm sido recebidos por Marinho e saem da visita encantados com os informes e com a pessoa dele. Mas a imprensa sergipana é mantida à margem dele e desses informes. Há mais de um mês este Portal JLPolítica pleiteia uma Entrevista Domingueira com Paulo Marinho. Primeiro, a informação passada em Sergipe é a de que só é liberada através de Salvador.

Aí, então, o pedido foi feito a uma empresa de Salvador, que assessora a base da Petrobras de Sergipe. Uma entre algumas respostas, é a que vai a seguir: “A diretoria não autorizou ninguém a dar entrevista até definirem algumas questões sobre investimentos e desinvestimentos. Sua demanda continua em espera”. Esta resposta é fresquinha: do último domingo, 17 de junho. Por essas e outras, os sites e demais veículos de comunicação de Sergipe vão se alimentando do que regurgita o Jornal Estadão – de São Paulo.