Aparte
Nota de policiais desautoriza candidatura do presidente do Sinpol Adriano Bandeira a vereador
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Adriano Bandeira: intenção embargada

Uma nota-paulada, com 59 policiais civis signatários, desautoriza a pré-candidatura a vereador de Aracaju do agente da polícia Adriano Bandeira, presidente do Sindicato dos Policiais Civis - Sinpol.

“Compreendemos que a escolha de um pré-candidato da categoria deveria ser indicado em assembleia, com a participação de todos e todas”, dizem os agentes na nota. 

A Coluna Aparte procurou Adriano nesta segunda, 27, para saber a opinião dele, mas não conseguiu ser atendida. Conheça a seguir o inteiro teor da “Nota pública de policiais civis sobre a pré-candidatura do presidente do sindicato às eleições de vereador em Aracaju”.

“Em 2018, os policiais civis participaram de um processo eleitoral para eleição do seu novo representante no Sindicato dos Policiais Civis - Sinpol.

Após um lapso temporal de ausência de militância e participação da categoria nas decisões do sindicato, sob o discurso de mudança e com a participação de 79% da categoria, em 2018 Adriano Bandeira foi eleito presidente do sindicato.

No início do ano de 2020, fomos surpreendidos com a comunicação de Adriano, em suas próprias redes sociais, de que estaria pré-candidato a vereador pelo Progressista.

Tal comunicação não se deu em assembleia e não houve qualquer participação da categoria nessa decisão. 

Fato é que com a pré-candidatura, num momento de negociação com o Governo do Estado, fomos surpreendidos com o desinteresse do Governo em negociar com o presidente do Sindicato pois, segundo o governo, “o presidente do Sindicato que já declarou abertamente ser candidato a vereador, deseja usar a causa da segurança pública como plataforma para sua campanha eleitoral”.

Para além do desinteresse do governador em dialogar com a categoria utilizando como argumento a desavisada pré-candidatura, estamos com um presidente interino devido a desincompatibilização necessária para que representantes sindicais possam disputar a eleição. 

Frisa-se que tudo isso ocorreu sem qualquer diálogo ou comunicação da categoria. Não houve uma nota e nem uma manifestação em assembleia.

Sabemos e compreendemos a importância do processo eleitoral e de fomentarmos quadros políticos da polícia civil. Todavia, entendemos que isso deveria ser comunicado e avaliado com a própria categoria. 

A categoria é que deveria escolher o nome adequado e, se o escolhido fosse o presidente, é a própria categoria que deveria assumir o ônus de ficar sem o presidente do sindicato a quem elegeram.

Afinal de contas, elegemos um presidente do sindicato para ser presidente do sindicato durante o período que fora eleito.

Ademais, utilizando-se como exemplo outros sindicatos e categorias, compreendemos que a escolha de um pré-candidato da categoria deveria ser indicado em Assembleia, com a participação de todos e todas. 

Por fim, conclamamos a atual gestão que dialogue com os policiais civis. Estamos passando por um período muito difícil e precisamos do sindicato mais próximo da categoria.

Com essa nova realidade que exige distanciamento social, o sindicato precisa se adaptar às assembleias virtuais, mas nada pode impedir a categoria de apontar as decisões que a diretoria deve tomar. Nada!