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Anuário Socioeconômico da UFS volta a mostrar Sergipe em situação grave
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Com o início para janeiro de 2020 das atividades da termoelétrica, Estado retorna à mesma encruzilhada

Foi publicada na última segunda-feira, 2 de dezembro, a edição 2019 do Anuário Socioeconômico de Sergipe. O Anuário é uma publicação do Grupo de Pesquisa em Análise de Dados Econômicos, vinculado ao Departamento de Economia da Universidade Federal de Sergipe e tem como autores os professores Luiz Rogério de Camargos e Wagner Nóbrega, do Departamento de Economia da UFS, juntamente com Rodrigo Melo Gois, economista do Instituto Federal de Sergipe - IFS.

Com mais de 700 páginas, a publicação reúne informações-chave e análises sobre diversos aspectos sociais e econômicos do Estado de Sergipe. Ela é voltada para o público em geral, gestores públicos e privados e está disponibilizada para “download” gratuito em cafecomdados.com.

Anuário socioeconômico de Sergipe – 2019 - A situação econômica do Estado de Sergipe é grave e seus desdobramentos agudizam os problemas sociais. Sergipe sofre o revés do efeito arrasto criado pelo esgotamento dos últimos surtos de crescimento e do arrefecimento da parte da atividade econômica integrada à economia nacional.

Esse quadro não é uma fatalidade, mas resulta de escolhas feitas ao longo da história, ao se construírem estruturas econômicas frágeis, durante surtos de crescimento promovidos pelo Governo Federal e por ex-estatais do setor produtivo.

Com o início para janeiro de 2020 das atividades da termoelétrica com a prometida exploração de petróleo em águas profundas e gás para o futuro próximo (todos pouco agregadores para a economia sergipana e sobre os quais a influência estadual é mínima), o Estado retorna à mesma encruzilhada.

Pode-se escolher o benefício passageiro e o ônus futuro do arrasto econômico e social, trazidos com aquelas novas plantas industriais, ou endogeneizar aquele benefício e torná-lo permanente, de forma planejada, por uma administração pública repensada para atuar mais ativa, eficiente e eficazmente na economia.

Isso é um resumo do que dizem os professores Luiz Rogério de Camargos e Wagner Nóbrega, do Departamento de Economia da UFS e o economista do Instituto Federal de Sergipe, Rodrigo Melo Gois, no editorial do novo Anuário Socioeconômico de Sergipe.