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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Desavenças entre Gilson Andrade e Ivan Leite fazem mal aos dois
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Adriana Leite: faria bem se chegasse à Alese

Cada sujeito que faz política, sabe onde pisa. Sabe onde e porque deve pisar. Ou pelo menos deveria saber. Política é jogo. É xadrez. É conta, como aquelas que se faz das pedras do dominó.

E nesse jogo, ganha quem sabe somar melhor. A impressão que se tem hoje é a de que dois velhos aliados da política de Estância, Ivan Leite e Gilson Andrade, estão jogando errado o jogo da política. Um é ex e o outro o atual prefeito da cidade.

Ambos saíram derrotados das eleições deste ano. Ivan, com sua candidatura de vice-governador ao lado de Eduardo Amorim, PSDB, e com a da esposa, a professora Adriana Leite, que disputava o mandato de deputada estadual pelo PRB.

Gilson Andrade, derrotado com as três - as de Eduardo, de Ivan e de Adriana. Agora, os dois, em vez de pegarem os cacos da viola e enfiar no saco da discrição, estão é debatendo em praça pública, via emissoras de rádio de Estância e de Aracaju, para saber quem o mais culpado por tudo isso.

Ivan Leite deixa vazar que Gilson falhou ao permitir que secretários seus e vereadores que lhe são liderados apoiassem outras candidaturas à Alese de gente que não tem origem em Estância, reduzindo as chances de Adriana chegar lá.

Gilson, que não quer dar o braço a torcer, segue uma linha de exposição segundo a qual Ivan Leite foi acomodado e sequer procurou lideranças regionais do sul do Estado que em 2014 lhe ajudaram a chegar à Alese e que agora fariam o mesmo com Adriana.

 

Aliás, Gilson chega a dizer que fez pela candidatura de Adriana talvez até mais do que Ivan. Nisso tudo, um fato é patente - e quase patético: Estância, um município que se escreve com “m” maiúsculo, com 69.278 habitantes e 47.425 eleitores, terminou ficando sem uma representação na Alese. Chato, isso.

Quer um consolo às avessas, leitor? Tome: Tobias Barreto, município com 52.156 habitantes e 38.169 eleitores, conseguiu eleger dois deputados - Dilson de Agripino e Diná Almeida. Para ambos, valeu muito o voto em outros municípios, mas Tobias foi o núcleo provedor número um.

E há que se levar em conta que, abstraindo-se o fato de Adriana Leite ser esposa de Ivan Leite e de ser vice-prefeita de Estância, ela mesma tem, por si só, qualidades que fariam dela uma boa parlamentar.

É possível imaginar que enquanto Ivan e Gilson estão a trocar cotoveladas nas emissoras de rádio, com prenúncios de que em 2020 vão marchar de costas um pro outro na sucessão municipal, o ex-prefeito Carlos Magno, PSB, que perdeu em 2016 para Gilson, e Márcio Souza, PSOL, que vem perdendo há anos a disputa pelo poder local, mas em crescimento, comecem a pensar em se somar enquanto esses dois se dividem.  

Como política é jogo e nele ganha quem soma melhor, é previsível que divididos o ex-prefeito Ivan Leite e o atual Gilson Andrade estejam subtraindo chances de cada um dos dois. Mas eles são crescidos e devem saber onde pisam.