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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Dilson de Agripino: “Eu e Diná somos empregados do povo de Sergipe e de Tobias”
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Dilson de Agripino: Diógenes é um pouco preguiçoso

Os deputados estaduais Dilson de Agripino, PPS, e Diná Almeida, Podemos, são oponentes na política municipal de Tobias Barreto. Coube ao destino político que ambos se elegessem ano passado e zerassem um déficit de quase 30 anos de ausência de representação de Tobias Barreto no Poder Legislativo Estadual de Sergipe.

Para Dilson, as ações políticas dele e da colega Diná “não só podem, como devem ter convergência” na Alese. “Devemos e esquecer política. Eu e Diná agora somos empregados do povo de Sergipe e de Tobias, das regiões Sul e Centro-Sul. Qualquer reinvindicação da gente tem que ser apoiada pelo outro, porque é importante para o povo, e o meu papel é fazer política para o povo. Acredito que é também o da deputada Diná”, diz Dilson.

Nesta breve entrevista à Coluna Aparte, o deputado Dilson de Agripino fala do prejuízo do fechamento dos matadouros municipais de Sergipe, faz um balanço desse começo do mandato dele, diz que pode ser candidato a prefeito e classifica o prefeito tobiense, Diógenes Almeida, esposo de Diná, de “um pouco preguiçoso”. Leia.

Aparte - Deputado, é preocupante a situação dos matadouros públicos municipais no Estado de Sergipe? Estão quase todos fechados?
Dilson de Agripino -
Sim, é muito preocupante. Desde que se fecharam os matadouros que essa Assembleia Legislativa, através do presidente Luciano Bispo, e de todos nós deputados, com o Ministério Público, a Adema e a Emdagro tratamos disso com boa atenção.

Aparte - Há atitudes novas surgindo no centro dessa preocupação? Tem matadouros que estão sendo reabertos e outros que estejam para reabrir?
DA -
Tem matadouros pedindo à Adema, à Emdagro e ao Ministério Público a condição de reabrirem. São os de Capela, Lagarto, Itabaiana e Tobias Barreto, e a Adema já deu a licença para a reabertura de alguns. O de Tobias Barreto ela já deu licença para a instalação de equipamentos. Entendo que é para o Ministério Público ter um olhar nessas questões. Se todos estão pedindo, porque é necessário. A gente vê hoje a grande necessidade dessas instituições, e inclusive o Ministério Público disse que quem estiver apto deve abrir.

Aparte - Qual é o dano de se manter esses matadouros regionais fechados? Qual é a consequência mais grave disso?
DA -
É a do desemprego. A geração de emprego e renda, a facilidade para encontrar e o custo da ação dos abates, que aumenta.

Aparte - O senhor não acha que matadouros deveriam ser um problema dos governos do Estado e Federal, e não só dos municípios?
DA -
Olha, eu acredito que os matadouros deveriam ser alvos das Parcerias Público-Privadas - PPPs. Deveriam ser gerenciados pelas PPPs junto aos órgãos fiscalizadores. Seria bem melhor, com investimentos inclusive de capital externo das PPPs que não fossem dos municípios.

Aparte - Qual é o conceito que o senhor tem dos seus oito meses de mandato de deputado estadual?
DA -
Um mandato de deputado é uma luta para o povo. É um olhar. Eu tenho um conceito de que a gente pode fazer muita coisa. Pode estar ao lado do povo, escutando o povo, reivindicando, que esse é o papel. Além de produzir aqui estas problemáticas de leis, votações e projetos, é o papel estar ao lado do povo, escutando e também fomentando com governos e com ONGs o pensamento em favor do povo. É ser aqui uma ponte do povo com os órgãos públicos e o Governo do Estado.  

Aparte - O senhor acha que foi uma fatalidade o município de Tobias Barreto, depois de mais de 20 anos sem parlamentar, recuperar com dois de uma só vez?
DA -
Eu acho que foi algo muito importante para Tobias Barreto, como para qualquer outra cidade. Mas para Tobias, no caso muito importante que estão agora o deputado Dilson de Agripino e a deputada Diná Almeida. Juntos, poderemos falar mais, lutar mais, reivindicar mais, não só para Tobias Barreto, como pelas Regiões Sul e Centro-Sul e de todo o Estado de Sergipe.

Aparte - Pode ter convergência entre a ação parlamentar do senhor e a da deputada Diná Almeida em favor de Tobias Barreto e do Centro-Sul?
DA -
Não só pode, como deve ter convergência. Devemos e esquecer política. Eu e Diná agora somos empregados do povo de Sergipe e de Tobias, das regiões Sul e Centro-Sul. Qualquer reinvindicação da gente tem que ser apoiada pelo outro, porque é importante para o povo, e o meu papel é fazer política para o povo. Acredito que é também o da deputada Diná.

Aparte - Mas esse “esquecer a política” não incorpora a sucessão em 2020 de Tobias Barreto não, não é?
DA -
Não, aí muda. Aí você já mudou o assunto. Não tem como, porque é importante, é complexo...

Aparte - Como é que seu grupo vem com pré-candidatura em 2020?
DA -
Eles estão avaliando, inclusive agora os partidos mudaram a forma, a legislação mudou. Então a gente está avaliando, mas o grupo está unido, está tranquilo, está trabalhando, formando possibilidades.

Aparte - Dilson de Agripino pode tentar a Prefeitura?
DA -
Com certeza. Eu só sei fazer política com o grupo, eles me colocaram junto ao povo de Tobias, de Sergipe, neste mandato como deputado estadual, mas se um dia o grupo precisar de Dilson para candidato a prefeito, Dilson será o candidato a prefeito. Hoje, um pré-candidato a prefeito, normal.

Aparte - Fora o senhor, que outros nomes pululam no seu grupo?
DA -
Nós temos a ex-prefeita Marly Barreto, o vice-prefeito Gal de Filó, César Prado, que foi candidato a prefeito na outra eleição e Bêta, também, que foi candidato a vice-prefeito de Cesar Prado na outra eleição, e tem mais nomes, pessoas que se colocaram à disposição. Vamos avaliar todos juntos.

Aparte - Qual é o seu conceito da gestão do prefeito Diógenes Almeida?
Dilson de Agripino -
Eu acho que ele faz uma gestão fraca. Fraquíssima. Porque ele me esculhambava tanto, falava tanto de mim, dizia que eu era lerdo, mas não chegou nem a 10% da minha lerdeza (risos). Então, ele é fraco, um pouquinho complicado. A gente vê problemas em Diógenes. Ele deveria ser mais trabalhador do povo. Ele é um pouco preguiçoso.