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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Diógenes Barreto não se convence e nega habeas corpus para Ana Alves
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Diógenes Barreto: não se convenceu dos argumentos

O desembargador Diógenes Barreto negou o pedido de habeas corpus para a jornalista e presidente estadual do DEM, Ana Alves, que havia sido formulado no começo da tarde desta segunda-feira pelo advogado dela, Evânio Moura.

“Releva notar que não se afigura suficiente e adequada a aplicação das medidas cautelares, substitutivas da prisão, previstas no art. 319 do CPP, sobretudo tendo em vista que a paciente é acusada de influir nas investigações, conforme prova testemunhal”, disse o desembargador em sua decisão.
 
E o desembargador Diógenes foi mais adiante: “Com estes fundamentos, no juízo de cognição preliminar, não vislumbro a existência de constrangimento ilegal passível de reparação em sede de liminar, como quer a impetração. Por conta do exposto, indefiro o pedido de liminar”, disse ele.
 
Com relação ao quadro de saúde de Ana – que é diabética dependente de insulina, e cuja situação Evânio Moura evocou na peça, o desembargador Diógenes Barreto disse que “não há impedimento de haver uma reanálise da situação, em momento posterior”, mas não considerou suficiente nesta hora.
 
Evânio Moura, entrou com a ação na Justiça no final da manhã desta segunda, pedindo um habeas corpus e liminar para que sua cliente acompanhasse em liberdade todo o processo de que é acusada. Até depois das 17h ele mantinha boa expectativa.
 
A esperança de Moura era bastante positiva. “Eu tenho expectativa de que até amanhã no final do expediente a gente tenha o despacho. Falei com o desembargador Diógenes Barreto no final da tarde hoje. Ele é o relator e o julgamento preliminar é dele. Depois é do colegiado. Estou pedindo habeas corpus com liminar para que ela aguarde em liberdade a tramitação do processo”, diz Moura. “O desembargador me disse que apreciaria o pedido, mas não deu prazo claro”, completou. Não deu, mas atuou rápido.
 
Evânio Moura, como já havia adiantado no domingo para esta coluna, continua levantando a bandeira de que Ana Alves foi presa injustamente. “Essa prisão dela é um absurdo. Pouca vezes, em tantos anos de advocacia, vi uma prisão tão arbitrária. Soa como uma retaliação. Não tem o menor substrato. Não tem nada”, diz.
 
Durante a tarde desta segunda, Evânio visitou Ana Alves no Prefem - Presídio Feminino, em Nossa Senhora do Socorro. “Ela me narrou o problema de saúde que teve no domingo. Ela é diabética, tem que tomar insulina nos horários adequados para não ter queda de glicemia. Mas houve atraso, por se tratar de plantão de fim de semana. Infelizmente, não ministraram a insulina no horário adequado e ela desmaiou. Precisou que uma viatura do Samu fosse até o presídio. Mas hoje ela está bem melhor”, disse Evânio. Ele usou dados desta situação na peça que pediu a liberação dela,
 
Ana Alves foi presa sob acusação de que estava metendo o dedo no cenário das investigações do Ministério Público sobre coisas erradas na contratação de pessoal na gestão do pai, João Alves, como prefeito de Aracaju de 2013 a 2016.

Clique aqui e confira na íntegra a decisão