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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Dominguinhos: “Estancianos querem candidatura a prefeito do partido de Lula”
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Dominguinhos: cavoucando chances de construir uma candidatura

Vereador por quatro mandatos no município Estância, José Domingos Machado Soares, o Dominguinhos, 47 anos, PT, está arrastando as asas para uma candidatura a prefeito da cidade ano que vem. Mesmo com ele atualmente sem mandato.

Na visão de Dominguinhos, Estância, polítca e sociologicamente, tem uma aura de oposição e de rebeldia. “Estância é uma cidade de esquerda e tem uma extraordinária simpatia pelo PT. Aqui o operário presidenciável Yêddo Fiúza ganhou em 1945”, informa ele, um bacharel em História e professor da rede estadual de ensino desde 2004.

“Estância é referência em Sergipe pela autonomia e independência das suas urnas. Aqui tivemos um dos primeiros clubes republicanos. Enfrentamos com coragem e destemor os anos de chumbo da ditadura militar - 1964-1985. O nosso povo ama a democracia e a liberdade”, reforça.

Diante disso, Dominguinhos não tem dúvida. “A população estanciana reconhece o legado dos governos petistas e espera uma candidatura do partido de Lula na cidade”, diz. Saiba nessa entrevsita à Coluna Aparte como Dominguinhos trahalha para que esse candidato possa vir a ser ele mesmo.

Aparte - Quais as chances de o PT de Estância ter candidato próprio à sucessão municipal estanciana do ano que vem?
José Domingos Machado Soares Dominguinhos -
Estamos numa jornada política intensa e vistosa, em nível municipal. Há cerca de seis meses redefinimos a correlação interna com a construção do campo “Várias forças e uma só luta”. Temos o empenho do vereador Artur Oliveira, da ex-vereadora Edneuza Oliveira, dos ex-presidentes do PT Joaldo dos Santos e Mário Dias, dos dirigentes do MST João Batista e Alberto Careca, além de outras lideranças partidárias. No último dia 26 de abril inauguramos a nossa sede no centro da cidade, que recebeu o nome de Juciara Silva Mello, uma militante histórica, onde também funciona o Comitê Lula Livre Zé Eduardo Dutra. No dia seguinte iniciamos as Caravanas Municipais Lula Livre pelo Conjunto Residencial Recanto Verde Governador Marcelo Déda Chagas, no Bairro Cidade Nova. A recepção foi excelente. A população estanciana reconhece o legado dos governos petistas e espera uma candidatura do partido de Lula na cidade.

Aparte - Está decidido que este eventual candidato pode vir a ser o senhor?
Dominguinhos -
Até o presente momento o nosso nome é o único internamente colocado para a disputa majoritária. O PT tem uma liturgia própria para a definição de candidaturas em qualquer esfera. Por isso estamos aguardando com calma e tranquilidade o tempo adequado.

Aparte - O partido iria sozinho, sem coligação majoritária?
Dominguinhos -
Estamos estudando bastante os grandes temas do município, pois vamos apresentar um projeto exequível, bem como dialogando muito com todo o campo democrático e popular. O PT está com as portas abertas. Eu diria escancaradas, para a construção com às forças progressistas. Queremos dialogar com todos e todass. Teremos também uma chapa proporcional competitiva e certamente ampliaremos de uma para três cadeiras petistas na Câmara Municipal.

Aparte - Como está a base estanciana do PT? Tem unidade ou está fragmentada?
Dominguinhos -
Estância é uma cidade de esquerda e tem uma extraordinária simpatia pelo PT. Aqui o operário presidenciável Yêddo Fiúza ganhou, em 1945. O petismo aqui é estribado nos movimentos sociais. Essa terra possui uma alma libertária e o projeto que estamos construindo cabe o conjunto do partido, o que desteciona as disputas locais. E historicamente a unidade acontece tendo como referência o projeto político.

Aparte - O senhor considera inviabilizada uma aliança com Márcio Souza e o PSOL?
Dominguinhos -
De forma alguma. Márcio Souza é um ex-petista decente e honrado, e o PSOL foi o primeiro agrupamento com o qual conversamos. Aliás uma conversa longa e qualificada. Mas o relógio do PT tem seu tempo próprio, todavia essa possibilidade não está descartada.

Aparte - Estância tem tradição, ressalvando-se o caso de Ivan Leite, de não reeleger prefeitos? Gilson Andrade pode também quebrar esta tradição?
Dominguinhos -
Estância é referência em Sergipe pela autonomia e independência das suas urnas. Aqui tivemos um dos primeiros clubes republicanos. Enfrentamos com coragem e destemor os anos de chumbo da ditadura militar - 1964-1985. O nosso povo ama a democracia e a liberdade.Por isso, o prefeito Gilson Andrade precisa estar atento à tradição política estanciana.

Aparte - O senhor acha que o PT de Aracaju age politicamente bem quando bate de testa com a possibilidade de apoiar uma eventual candidatura de Edvaldo Nogueira à reeleição?
Dominguinhos -
Na nossa modesta opinião, o PT precisa lançar candidaturas na maioria dos municípios brasileiros, visando o fortalecimento do nosso projeto estatégico para 2022. Com relação a candidatura majoritária em nossa capital, deixamos para que o conjunto do partido municipal de Aracaju defina o caminho.

Aparte - Por que o Governo de Sergipe não confirmou a manutenção do senhor como coordenador da Diretoria Regional de Educação de Estância?
Dominguinhos -
Graças ao convite do ex-governador Jackson Barreto e à solidariedade do amigo Márcio Macedo e do vereador Artur Oliveira, estivemos a frente da Diretoria Regional de Educação - DRE-1 -, durante um ano e oito meses. Trabalhamos muito e enfrentamos muitas dificuldades e desafios. Nós ampliamos em 5% a matrícula da regional, enquanto que no Estado houve queda de 1%. Preferimos não falar sobre a nossa saída a partir do Processo Seletivo Simplificado - PSS. Apenas registramos que existe uma diferença amazônica entre o mundo real e a sua divulgação/propaganda.