Aparte
Por que Henri Clay faz tanto mistério sobre filiação partidária e projeto eleitoral?
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Henri Clay Andrade: modos estranhos de se chegar

Num país crivado de políticos corruptos e de atos feios na esfera política, essa atividade está a cada dia carente de mais figuras éticas, probas e com perfil de resolutividade que contemple melhor os anseios da sociedade.

Num país e numa atividade assim, determinados nomes saudáveis e que se insinuem inclinados a aderir ao mundo político, com projetos de filiação e de disputa eleitoral, deveriam ter a obrigação de ser mais diretos, claros e transparentes.

Mas há seja assim e que prefira se esgueirar estranhamente. Ir por subterfúgio. Nessas condições se encaixa perfeitamente o advogado e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe, Henri Clay Andrade.

Henri Clay Andrade é um moço bom, dos que trazem consigo uma desejável utopia de fazer algo a mais via política enquanto atividade capaz de prover o bem coletivo. Sem pieguice, ele se encaixa num universo de perspectivas diferentes. Confiáveis.

Mas Henri Clay Andrade, sem a menor justificativa, prefere manter-se incólume. Inacessível. É demasiado silencioso até na filiação a um partido político - o PPL -, feita no último dia 7 deste mês. Trata do assunto a sete silêncios, como se estivesse cometendo algum ato ilícito.

Para além de silenciar a informação da filiação – ele negou a esta coluna até no sábado, 7 - ele cala muito mais a informação de seu projeto de se oferecer ao povo sergipano como um pré-candidato a senador nas eleições deste ano, plano no qual vai dando largas braçadas.

Henri Clay vai tão decididamente em direção a essa sua intenção política que já convidou até uma grande figura pública de Sergipe para ser o candidato a primeiro suplente numa eventual chapa dele. No dia 7 de junho, se ele de fato levar avante essa intenção, deve obrigatoriamente deixar a Presidência da OAB. E junho é amanhã.

Mas por que Henri Clay usa esses subterrâneos todos? Por que estes silêncios diante de uma atitude que é de profunda natureza pública, e, logo, limpa? Soa muito estranho esse esgueiramento demasiado mineiro de Henri Clay. Numa atividade tão lesada, como a política, hoje em dia é preciso ter modos até para se chegar a ela.