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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Eduardo Amorim e Jackson Barreto precisam pedir ao Deus das eleições um antídoto contra rejeição
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Eduardo Amorim: a rejeição mora ao lado

As pesquisas eleitorais, coitadas, vão de heroínas a megeras em época de eleição. Achincalham-nas aqueles a quem elas apontam em baixa perante os eleitores, e as endeusam aqueles a quem elas indicam acolhimento e prosperidade.

Independentemente do que elas apontem, este articulista respeita muito as pesquisas que são feitas responsavelmente. Por 21 anos, ocupei espaço num nicho sergipano de comunicação que lidava bem com a feitura delas.

Pela minha aproximação com o jornalismo político - sempre lidei com ele, desde meu começo profissional em Feira de Santana –, coube a mim passar pro público o que as pesquisas em suas malhas estatísticas revelavam nas eleições. Portanto, creio nelas, ainda que algumas delas batam fofo.         

E nas pesquisas, o dado da rejeição aos candidatos sempre me chamou mais a atenção do que o do acolhimento. Nunca que um pretendente a mandato qualquer que lidere com 30% e que tenha 50% de rejeição pode ter os 30% mais valorados que esses 50%. Ainda que os 30% sejam três vezes mais que os índices de quem vem em segundo bem postado.

Essa introdução toda é para dizer que na última pesquisa do Instituo Única, feita para a TV Atalaia, os lugares de rejeição em que se postaram os candidatos Eduardo Amorim, PSDB, ao Governo de Sergipe, e Jackson Barreto, MDB, ao Senado, devem gerar muita preocupação em ambos.

Talvez muitíssima. Sobretudo porque a eleição está a 32 dias. Veja: Eduardo Amorim tem 16,8% de intenção de votos, fica ali encostado em segundo lugar em Valadares Filho, PSB, que tem 18,9%, mas Eduardo se estabaca fundo do alto de 24,2% de uma rejeição. Ou seja: 24,2% dos sergipanos juram que não votam nele nem que a vaca tussa.

Jackson Barreto é bem mais grave: tem 9% de intenções de votos, atrás de Antonio Carlos Valadares, PSB, com os mesmos 18,9% do filho, mas Jackson se estatela num robusto 32% de rejeição. Isso mesmo: 32%. Ou seja: 32% dos sergipanos juram que não votam nele nem que a vaca tussa.

Isso é gravíssimo. Gravíssimo pros dois. Tanto para Eduardo, quanto para Jackson. Mas convenhamos: bem mais para Jackson. Os 32% da rejeição dele são mais do que três vezes os 9% de seu acolhimento.

Por exemplo: num jogo de probabilidade matemática, o candidato André Moura, PSC, que na mesma pesquisa Única aparece com apenas 7,6% - logo, atrás de Jackson, e ocupando um terceiro lugar -, deve ser considerado dono de um desempenho melhor que o de Jackson quando entra em pauta os seus 18% de rejeição. A recusa dos 18% a André equivale a quase 50% a menos que a de 32% a Jackson.

Mas, sai daí André, que a pauta aqui são Eduardo e Jackson. Esse texto não se propõe - pelo menos agora - a bisbilhotar os motivos dessas rejeições tão inflamadas – embora todos intuamos. Mas está mais que patente que os dois precisam muito pedir ao Deus das eleições um antídoto contra rejeição. E esse antídoto existe? Se não, ufa... Adeus, blau-blau.

(A pesquisa foi de âmbito estadual, ouvindo 1.112 eleitores em 13 dos 75 municípios sergipanos. Ela tem margem de erro de 3% e uma margem de confiança de 95,45%. Está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o número 04867/2018.)