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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Eduardo Amorim vê a oposição no Governo em 2018: “A mentira não vence duas vezes”
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Eduardo Amorim: sergipanos sentem na carne a decadência do Estado

O senador Eduardo Amorim, PSDB, pré-candidato ao Governo de Sergipe nas eleições do ano que vem, disse nesta quarta à coluna Aparte que o lançamento da pré-candidatura de Belivaldo Chagas, PMDB, não abala seu cronograma de discussões e nem antecipará ato parecido com o dos governistas no último sábado.

“O cronograma deles não é o nosso. Seguimos nossa caminhada normalmente. Olhando para frente, mas sem deixar, de vez em quando, de dar uma espiadela nas tratativas dos outros. O princípio do Eclesiastes, de que há tempo para tudo, já impõe um limite temporal para todas as ações. No nosso caso, não será diferente”, diz o senador.

Mas quando isso poderá ocorrer? “No início do próximo ano. Até lá, firmaremos o diagnóstico da situação caótica do Estado e estudaremos as soluções que deverão ser propostas pelo nosso grupo”, completa Eduardo Amorim. Mas nessa “firmação de diagnóstico”, Eduardo Amorim já teria uma convicção, da qual ele vai tirar o extrato de sua campanha futura.

“Este grupo que Governa Sergipe há mais de uma década não traz nenhuma esperança de tirar o Estado do caos. Depois deles, a coisa degringolou. Porque devíamos R$ 829 milhões em 2008 e fomos para uma dívida de R$ 7 bilhões. Devemos hoje quase um orçamento anual do Estado. Isso, só a dívida bancária. Porque tem outra que levaremos mais de 30 anos ou 40 anos para pagar, que é a da Previdência”, diz ele.

  Eduardo Amorim se mostra convencido de que ele será o candidato e de que, diferentemente, de 2014, como afirma, em 2018 “a mentira não vai vencer a verdade” e, que portanto, o Governo do Estado não tem como não ir para as mãos oposicionistas. “Em 2018, nós seremos a verdade contra a mentira”, reforça.

“Em 2014, o marketing fez uma embalagem perfeita, mas quando se foi abrir, o conteúdo era fake. Era falso. Nós, os sergipanos, descobrimos, na carne, o pior. Descobrimos pelo sofrimento. Veja o drama da saúde e da segurança. Estamos certos e seguros de que os sergipanos não vão querer mais isso”, diz Eduardo.

“O povo sergipano aprendeu da pior maneira possível de que lado está a verdade. Aprendeu pela dor, pela escassez e pela falência. Em 2014, a mentira venceu. Mas agora será a vez da verdade. A mentira não vence duas vezes. A panela e a geladeira do servidor estão vazias. O mercadinho está fraco. A conta no banco, negativa. Aprendemos pela pior forma a separar o que era uma verdade, que nós anunciávamos, do que de fato é uma mentira”, diz ele.

“Quando a coisa não está boa, está esculhambada e sem rumo, ou a gente se indigna, reflete tudo isso e toma atitude para mudar, ou os mesmos continuarão a manutenção do caos do que aí está. Veja: o que se vai gastar este ano para cobrir o rombo da Previdência daria para pavimentar e repavimentar todas as estradas estaduais de Sergipe”, insiste ele.

“O que se vai gastar este ano para cobrir o rombo da Previdência daria para construir e equipar 25 Huses. Em quatro anos, teríamos mais um Huse em cada cidade, o que dá pra ver que o rombo é gigantesco e não é de brincadeira. E não se paga isso de uma hora pra outra. Tanto é que em menos de uma década atingimos um dos piores indicadores econômicos do Brasil. Isso reforça a violência, a agressividade da destruição que estas pessoas promoveram em tão pouco tempo”, analisa Eduardo Amorim.