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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Edvaldo Nogueira filia-se ao PDT em ato discreto em casa e não admite discutir eleição agora
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Edvaldo Nogueira: “Seria um ato de imprudência, de insensatez nessa hora”, falar de eleição

O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, PDT de fato agora, talvez seja um dos homens públicos que mais se guiam por zelo e cuidado no que diz respeito a momentos e prazos de entrar em campanhas. Chega a ser formalista demais. Só vai em cima da hora. Em 2018, ele só se apresentou na campanha do então candidato Belivaldo Chagas ao Governo do Estado no momento em que havia de fato campanha de Belivaldo Chagas.

Edvaldo Nogueira costuma dizer que quem tem a responsabilidade de administrar uma cidade ou um estado chama para si o dever de ofício de separar a hora da gestão da de campanha. De modo que ele faz política, sim, porque é um político investido num mandato político, mas tem respeitado os momentos certos de avançar nos atos de campanha.

Agora, nesse instante em que o mundo é sacudido pelas incertezas do coronavírus, aí é que Edvaldo Nogueira trava de vez. “Não discuto nem essa história de prorrogação de eleições. Não vou dar resposta nenhuma, por ser parte interessada e sobretudo por não ser hora de botar isso em pauta. Eu não quero saber de campanha agora. Quem tem juízo não deve nem pensar em eleição neste instante”, diz ele em conversa com a Coluna Aparte.

Nesse inevitável contexto, Edvaldo Nogueira desconsiderou solenemente a possibilidade de fazer ato formal de filiação ao PDT, como estava programado para acontecer no Iate Club de Sergipe nesta última segunda-feira, 23, para o qual ele já havia convidado quatro mil pessoas do coletivo político e popular do Estado e teria a presença do vice-presidente nacional do partido, Ciro Gomes.

A filiação de Edvaldo se deu pelo sistema digital do partido, a partir da sua própria casa aqui em Aracaju - esse sistema foi criado para que os prazos pudessem ser cumpridos durante o período de isolamento social estabelecido para conter os avanços do vírus na capital sergipana.

“Assinei aqui e mandei para o PDT. Se tivesse como ser prorrogado, eu nem assinaria agora. O TSE não prorrogou e eu não quis deixar também para o último dia, porque ficaria parecendo que estava jogando com a possibilidade de filiação. Aí eu não passaria confiança para o partido de que estou querendo ir para ele”, diz Edvaldo.

“Mas com o coronavírus, eu não tenho cabeça para eleição. O que vem de eleição agora entra por um ouvido e sai pelo outro, como diria a observação da minha mãe diante das coisas sem prioridade naquela hora. Se não era para falar antes e agora, é pior. Eu não quero nem saber e acho que seria um ato de imprudência, de insensatez nessa hora”, diz ele.