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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Edvaldo Nogueira: “PDT pode ser o partido ao qual me filiarei”
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Edvaldo Nogueira: não considera o PT fora do leque de sua aliança

O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, PCdoB por enquanto, reafirma que estão bem avançadas as conversas com as lideranças do PDT para que ele se filie a este partido, que em Sergipe é comandado hoje pelo deputado federal Fábio Henrique.

“O PDT pode ser o partido ao qual me filiarei. Está muito bem evoluindo para isso”, diz o prefeito a esta Coluna Aparte. Nogueira terá até o dia 4 de março para fazer esta transição de filiação. Ele brinca com seu próprio impasse.

“Como diria Odorico Paraguaçu, os dilemas filiatórios são meus, porque estou num partido há 38 anos e deixar uma convivência de 38 anos não é algo fácil. E eu não quero trocar de partido como quem troca de camisa. Isto não é da minha natureza. Eu quero encontrar um partido no qual eu passe mais 38 anos”, afirma Edvaldo.

Edvaldo Nogueira não fatura a ideia de que o governador Belivaldo Chagas, PSD, que é seu aliado, tenha fortes restrições à figura política de Fábio Henrique, que no ano passado ficou fazendo salamaleques muristas de apoios à candidatura dele e a de Valadares Filho ao Governo de Sergipe.

“Nunca conversei com Belivaldo sobre isso. O que eu posso afirmar é que eu não tenho nenhum tipo de restrição ao Fábio Henrique. Tanto é que estou indo para um partido que ele preside. Inclusive, foi ele quem me convidou”, diz Edvaldo.

“Eu não vou para um partido para fazer confusão nem para brigar com ninguém. Eu vou para um partido no qual eu tenha paz. E é justamente por isso que estou demorando, pensando. Estou dando um tempo. Estou fazendo a minha transição com tempo e com escala. Mesmo porque, sou vou discutir a minha própria sucessão em abril ou maio do próximo ano. Mas estou certo de que devo fazer uma definição partidária”, diz.

Neste prazo de “abril ou maio” não inclui timidez em Edvaldo para anexar partidos ao redor do seu projeto do ano que vem. “Todos os partidos que estiveram juntos com Belivaldo em 2018 - todos - e incluindo o de Gustinho Ribeiro agora, estão do meu lado. Eu não faço exceção a nenhum”, diz ele, numa alusão direta ao PT, sem citar o nome PT.

“Gustinho e o Solidariedade estavam do outro lado, e o PRB se enquadra no contexto do retorno. Nós estamos ampliando a nossa futura coligação. Quem está fora é quem já estava. E é bom que saibam que estou conversando com mais partidos. Como o PDT, que participou da eleição em 2016 do outro lado e hoje me apoia”, diz o prefeito.