YoutubeFacebookTwitterInstagram
Aparte
Author 4eb5c947b54eb69b
Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Edvaldo, Padre Inaldo e a sinergia política – ou falta dela
CompartilharWhatsapp internalFacebook internalTwitter internal
D3260eb8474f70cf

Edvaldo nega determinação superior para se alinhar com Inaldo. Ela seria desnecessária

UNIDOS?
No mês passado, integrantes da Executiva Nacional do PC do B estiveram em Sergipe a fim de obter um extrato de dois prefeitos das duas principais cidades – Aracaju e Nossa Senhora do Socorro. No entanto, o que se comenta nos bastidores é que a relação entre os dois maiores representantes da sigla por aqui não são lá tão unidos assim.

Diz-se que Edvaldo e padre Inaldo, apesar de dividirem o posto de prefeito pelo mesmo partido, não teriam muita afinidade administrativa e politicamente. Mas o prefeito de Aracaju nega qualquer afirmação nesse sentido e garante que os dois são mais próximos do que aparentam – até porque aparentam pouco.

Em conversa com Aparte, Edvaldo diz que padre Inaldo e ele formam uma grande parceria tanto do ponto de vista político quanto do da ação. Para dar ainda mais credibilidade à fala, Edvaldo relembra que foi ele mesmo o responsável pela filiação do padre Inaldo ao PC do B, lá em 2011.

“Com minha colaboração, ele se candidatou a primeira vez, em 2012, mas não se elegeu. Em 2014, até retirei minha candidatura ao Senado para organizar a chamada chapinha, que permitiu a eleição dele a deputado estadual”, afirma.

Mas a verdade é que essa aproximação toda não é uma coisa muito aparente. “Discutimos na época da campanha e estamos nos encontrando agora para a reorganização do Consórcio Metropolitano do Transporte Coletivo, que deve ser colocado em prática até o final do ano. Mas não publicizamos esses encontros”, admite. Ah, tá.

Edvaldo garante que há, entre os dois, uma grande sintonia. E que não vê qualquer problema em o padre ser novo no partido. Pelo contrário: “sou defensor de que o partido deve se abrir e rediscutir algumas coisas, inclusive pontos políticos e ideológicos”, assegura.

Quais coisas, Edvaldo? “Tem que haver um refrescamento maior”, resume. Mas ele admite que há diferenças entre os dois também. E quem disse que isso é ruim? Para Edvaldo, ruim é quando se quer padronizar as pessoas-políticos-candidatos. “Acontece que eu respeito a individualidade das pessoas. Não quero enquadrar ninguém em um figurino. Ele tem o jeito dele, a forma de agir dele, e isso deve ser respeitado”, decreta.

Edvaldo acredita – e é verdade – que o maior equívoco que um partido pode cometer é o de querer que as pessoas sigam modelos, que elas sejam tuteladas. “Sempre fui e sou contra isso. Essa é a parte que eu não apoio. Não vou tutelar a administração de padre Inaldo, ele tem independência”, diz.

Então, não há determinação da Executiva Nacional para que vocês se alinhem? “Não houve determinação nenhuma. Aliás, o PC do B Nacional não vem determinar nada aqui. Vem discutir. Porque nem eu mesmo aceito determinação”, avisa. E vieram fazer o que aqui?

Segundo o prefeito de Aracaju, vieram discutir a realização do Congresso – “Frente Ampla: Novos Rumos para o Brasil (democracia, soberania, desenvolvimento, progresso social)”, que ocorreráentre os dias 17 e 19 de novembro, em Brasília/DF. “O Diretório Nacional, do qual faço parte há 20 anos, esteve aqui para isso”, reforça. Tá explicado, então.