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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 37 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Evento da direita movimenta Aracaju em nome do Aliança pelo Brasil, novo partido de Bolsonaro
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Direita sergipana se reúne em prol de conseguir assinaturas para a criação do partido

Neste domingo, 2 de fevereiro, o Real Praia Hotel serviu de palanque para o ato político do maior evento que o bolsonarismo sergipano já pôde conceber enquanto Aliança pelo Brasil. Durante toda a manhã apoiadores das mais diversas partes do Estado de Sergipe, entre aqueles que, revoltados com os escândalos de corrupção da era petista votaram no próprio presidente eleito, manifestaram suas evoluções no campo direitista.

O dia de promoção das assinaturas para o Aliança, ideia que Jair Bolsonaro busca concretizar enquanto partido, é cheio, exaustivo, e realizado por um agrupamento que se orgulha em dizer que “veio de graça”. Um agrupamento que todavia é capaz de finalizar suas atividades com um sorriso no rosto, satisfeito com os seus resultados. Um novo sorriso da direita que não tem vergonha de cantar o Hino Nacional, nem de sacar a oração do Pai Nosso.

Os militantes do Aliança pelo Brasil não se preocupam em nenhum momento de provocarem, com palavras de ordem, entre outros gestos, uma comparação inescapável aos engajamentos supostamente pagos pelos comitês e comícios a fora pela esquerda. Esta é uma marca que se apresenta comum pela sua repetição.

Convidado para o dia da concentração conservadora, comparece o vice-presidente deste Aliança, o empresário e defensor do financiamento de campanhas por empresas, em substituição ao financiamento público, Luís Felipe Belmonte.

A deputada federal eleita por São Paulo, através da sigla agora indisposta do PSL, Carla Zambelli, também é convidada e comparece, como é o caso do criador do movimento de recepção do presidente, Alex Ceará, que tem ido por todo esse tempo acompanhar Jair Bolsonaro em aeroportos pelo Brasil.

Da casa, o pizzaiolo João Tarantella é recompensado pela sua lealdade ao presidente, compondo a bancada dos palestrantes. Um João que não quer mais se vincular às brigas com seu antigo partido e que reconhece erros de exaltação pelo que fez, e houve com ele, como algo que deve ficar no passado.

Apesar da previsão para se iniciar às 9h00, a execução do evento atrasa um pouco, e os convidados chegam e são recebidos pelos bolsonaristas e simpatizantes extasiados. Muitos se mostram interessados, principalmente, ao redor da deputada paulista, de histórico militante no Movimento Nas Ruas, Carla Zambelli. Eles a abraçam, riem, e com ela tiram fotos sempre que há alguma abertura. Carla então passa por um mal súbito ao final do evento e comunica que precisará se retirar. Por exclusividade, com ela, não há espaço para perguntas perto desse desfecho, nem após.

A composição dos participantes, como de eleitores, num Sergipe comprovadamente de menor concentração de apoiadores é expressivamente de idosos, casais, militares à paisana e pequenos comerciantes, que a todo momento se anunciam.

A cidade de Propriá marca presença no espaço com este perfil de apoiadores, e meia dúzia de soldados do Exército Brasileiro vêm como cereja do bolo, fardados como “o exército de Bolsonaro”, como o próprio grupo gosta de se auto intitular.

O evento se destaca, principalmente, pelo entusiasmo quanto ao crescimento que houve do seu número de assinaturas. Há a voz de apoio dos voluntários e elogios. Os organizadores declaram que já estão com 90% do caminho andado, e que no momento, 70 mil assinaturas são necessárias. A aliança, firmada para o momento, é de que, ao final de fevereiro, o mais tardar de março, essa numérica exigência eleitoral seja satisfeita.