Aparte
Carlos Cauê corrige memória de Rômulo Rodrigues sobre sucessão de Aracaju em 2004
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Carlos Cauê: Eduardo Dutra chutou a porta em defesa de Edvaldo

O jornalista, marqueteiro político e secretário municipal de Comunicação Social do Governo de Aracaju, Carlos Cauê, viu “mais de um quê de fantasiosa” na narrativa do sindicalista aposentado e militante político Rômulo Rodrigues, feita no artigo O dia em que Déda chorou na eleição de 2004!, publicado aqui nesta Coluna Aparte na última segunda-feira, 29.

No artigo, Rômulo Rodrigues conta os bastidores da definição da recondução de Edvaldo Nogueira ao posto de candidato a vice-prefeito na chapa da reeleição de Marcelo Déda, PT, a prefeito de Aracaju em 2004, e revela o plano que tivera de trocar Edvaldo, eleito em 2000, por Nilson Lima.

“Essa narrativa de Rômulo tem mais de um quê de fantasiosa. Primeiro, por se colocar no centro de uma “jogada” que o torna protagonista do episódio, como se não houvessem outros atores - muito mais relevantes e com muito mais peso político do que o dele”, rechaça Cauê.

O que não se pode negar, também, é o peso da memória do jornalista Carlos Cauê nos bastidores de tudo o que aconteceu no contexto desse agrupamento político nos últimos 30 anos - que envolve ainda Jackson Barreto e Antonio Carlos Valadares.

Mas volte-se à memória de Rômulo, segundo a visão de Cauê. “Acompanhei bem esse momento e posso dizer que a história é outra. 

O recuo de Déda de uma chapa puro sangue se deu, sobretudo, por conta da forte reação de importantes aliados - Valadares e JB, sobretudo - e de um grande amigo de Déda, que chutou a porta em defesa da manutenção do compromisso com Edvaldo: José Eduardo Dutra”, diz Cauê. 

“Esses três personagens foram responsáveis por Edvaldo seguir sendo o candidato a vice em 2004, o que, aliás, se revelou a melhor decisão. 

Déda deixou a Prefeitura em 2006 para concorrer ao Governo de Sergipe, e contou com a lealdade e fidelidade canina de Edvaldo, que dois anos após sua eleição para governador de Sergipe, derrotando o imbatível João Alves, levou Aracaju ao honroso título se capital da qualidade de vida do Brasil, consolidando o projeto de cidade iniciado por eles e robustecendo o projeto político que ambos integravam”, reforça Carlos Cauê.