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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Fábio Mitidieri aceita sugestão de Luiz e admite trabalhar por 2022, mas com grupo unido
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Fábio Mitidieri: uma análise racional das alianças de hoje e de 2022

“Meu pai fez uma análise tranquila: se eu quiser ser candidato ao Governo de Sergipe em 2022, tenho mesmo que trabalhar muito, até pelo nível das pessoas com quem vou concorrer. Se eu trabalho e mostro serviço, me coloco no patamar de boa competição. Logo, insisto: ele fez uma análise tranquila. Só disse que é tudo no seu tempo. Se eu pretendo ser candidato, tenho que trabalhar e estar no contexto. Até porque existem outros nomes, como Edvaldo Nogueira, Rogério Carvalho, Eliane Aquino. Mas não tenho a menor vontade e nem necessidade de antecipar esse debate”.

Foi assim que o deputado federal Fábio Mitidieri, PSD, recebeu as ponderações do pai dele, o deputado estadual Luiz Mitidieri, PSD, que defendeu em Entrevista ao Portal JLPolítica de domingo que ele deve se preparar desde já para disputar a sucessão de governador de Sergipe em outubro de 2022. “Eu acho que Fábio é um bom político e tem um grande futuro pela frente. Tudo na vida é planejamento, e nesse sentido precisa focar em 2022. Lá, teremos uma vaga de Governo e uma de Senado. Se Belivaldo Chagas for para a de Senado, só sobra a de governador. Então, Fábio Mitidieri vai ter que trabalhar para isso. É fato que há outras pessoas que querem, como o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, Rogério Carvalho, mas Fábio também vai se colocar como candidato. Há um planejamento para que ele seja candidato a governador. É legítimo. E não estamos antecipando eleição. Mas ele tem que trabalhar para ser candidato majoritário”, defendeu Luiz.

Fábio não vê nada de errado nesta defesa, apesar de pedir cuidados com a unidade do grupo, como de certo modo Luiz também defende. “O que o deputado Luiz Mitidieri disse foi que não se ganha eleição de véspera. Se ganha com projeto. Se ganha com planejamento, com aliados. Mas longe de mim dizer que serei candidato ou não serei candidato, ou que tenho que ser candidato. Mas se tem nomes como Rogério Carvalho, que é senador, Edvaldo Nogueira, que é prefeito da capital com chance de reeleição, e Eliane Aquino, que é vice-governadora, e se pretendendo me colocar nesse meio, tenho que trabalhar muito. Tenho que me planejar, organizar. Porque projeto se constrói. E uma das formas de construir é você cuidar das suas bases, reforçar seu agrupamento, sua liderança e assim naturalmente as coisas vão surgir - até porque, na minha ótica, antecipar agora é um desrespeito ao eleitos”, pondera Fábio.

Politicamente falando, Fábio não tem a menor dúvida de que “reforçar seu agrupamento” passa pelo unidade em torno do Governo que Belivado Chagas pretende e precisa fazer. “Veja: meu partido e eu tínhamos um sonho majoritário, que foi realizado com a eleição de Belivaldo Chagas. Em 2022, o partido deve fazer por onde, com a boa gestão de Belivaldo, com um governo que andou, possamos continuar mantendo esse sonho. Não adianta falar de 2022 se não viabilizarmos o governo de Belivaldo antes, agora. Minha ótica é a seguinte: se eu não viabilizar o governo de Belivaldo, no sentido de ajudar, apoiar, trazer recursos, fazer uma boa gestão, como vou falar em 2022?”, pondera.

“Portanto, todo e qualquer o projeto de 2002 depende de uma boa gestão do governador Belivaldo. Tivemos uma grande vitória nessas eleições. Uma vitória acachapante. Elegemos o governador, quatro deputados federais, um senador e na oposição praticamente todos foram derrotados. Então, porque temos que antecipar eleição? Tem, sim, que comemorar o que aconteceu, ao invés de antecipar. Não quero. Mesmo porque Rogério é meu amigo, elegeu-se senador, pode ser meu candidato a governador. Mas tem que se considerar normal o que ele (Luiz) disse como uma análise de pai. Da minha parte, temos que ter habilidade para manter todo mundo unido até lá. Tenho uma aliança inquestionável com Rogério - meu tio Jorge é o primeiro suplente de senador dele - e Edvaldo Nogueira. Isso aí não se discute”, diz.