Aparte
Opinião - Instante crucial da montagem da chapa Déda-Edvaldo em 2000. Eu decidi!
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[*] Rômulo Rodrigues

No dia 26 de junho de 2000, uma segunda-feira, foi anunciada na Câmara Municipal de Aracaju a chapa da coligação PT-PC do B-PSTU e PCB, com Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira candidatos a prefeito e a vice-prefeito da capital sergipana.

Antes, no dia 24, sábado, uma longa reunião na casa da praia de Zé Eduardo Dutra, com ele, Déda, este Rômulo aqui, Sílvio Santos, Eliane Aquino, Pedro Lopes, Ana Lúcia Menezes, Antonio Samarone, Fredão Romão, Marcelinho Barreto, Luiz Alberto, Chiquinho e Gualberto Gaguinho.

Déda estava muito preocupado com a coligação magra até ali - só PSTU e PCB -, perguntou quem seria o interlocutor do PSTU? E Zé respondeu: Rômulo. Quem é o interlocutor do PCB? E Zé respondeu de novo: Rômulo.

Déda disse: então Rômulo vai amanhã na conversa com o PCdoB. Samarone protestou: quantos partidos Rômulo tem na coligação? No domingo, 25, houve uma rodada de conversas no bar Habeas Copos.

Pelo PT, Déda, Zé, Rômulo, Sílvio e Samarone. Pelo PC do B, Edvaldo, Tânia Soares, Bosco Rollemberg, Ana Cortes e Edval Gois. Tânia começou batendo no PT e defendendo a aliança deles com Almeida Lima.

Zé Eduardo estava escalado para dar a chave de braço, mas passou a responsabilidade para mim. Então eu disse, me dirigindo a Edvaldo: vocês estão blefando. A única saída é por aqui, com a vice de vocês. O PT vai ganhar a eleição e vocês vão ficar de fora. É pegar ou largar.

Na segunda, 26, dia do meu aniversário de 57 anos, foi batido o martelo. Assim se deu, quem quiser que tire com o gancho e o resto desta história está ainda hoje aí em curso.

[*] É ex-sindicalista aposentado.