Aparte
Valmir de Francisquinho, a rótula na BR-235 e a solidariedade cívica
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Valmir de Francisquinho: demonstração de que administrar é assumir responsabilidades

Das rodovias federais que cruzam Sergipe, a 101 e a 235, cabe a esta última o papel que ambas deveriam ter desde sempre: ajudar no desenvolvimento do Estado.

A BR-101, por causa da interminável obra de duplicação, perdeu o bonde da história. Mas a BR 235, agora ampliada, em termos de asfaltamento de qualidade, até Jeremoabo e Canudos, na Bahia, é “menina dos olhos” do Dnit, órgão por elas responsável.

Então pegue-se a estrada do tempo até a semana passada, quando a deputada Maria Mendonça e uma ruma de vereadores de Itabaiana marchou até o Dnit pedindo, entre outras coisas, a construção de uma rótula na BR-235 no trecho em que ela cruza a cidade, mais de perto no entroncamento que dá acesso à cidade de Campo do Brito.

Tudo muito legal e oportuno, sem dúvida. Mas quando se vê parlamentares buscando um órgão do Executivo Federal para pedir algo, bom mesmo seria se esses parlamentares já levassem uma forma, projetos, por exemplo, de garantir recursos para que seus pleitos pudessem ser atendidos.

E outra coisa: apesar da visita ter sido conjunta, soou estranho que cada um dos visitantes postasse nas redes sociais como se o pedido - veja bem, apenas o pedido, não a obra e nem os serviços em si, de forma real - fosse individual.

Todos quiseram faturar midiaticamente em cima de uma necessidade do povo de Itabaiana e da região – como fazem os deputados federais, por vezes, quando indicam emendas coletivas ao orçamento da União. Mas como o Dnit não é a Casa da Moeda, sem dinheiro, sem obra.

Mas não tardou para uma outra ação vir à tona, essa realmente resolutiva: a visita do prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, PL, ao mesmo Dnit e a seu superintendente, Gustavo Difelipo.

Antes de ir pedir, Valmir foi conferir a quantas anda um projeto que a Prefeitura gerida por ele enviou ao Dnit pedindo - aí sim! - para que o município assuma os canteiros centrais da 235 em Itabaiana, entre o posto da PRF e o bendito trevo de Campo do Brito.

Informado de que o processo de avaliação está em andamento, Valmir ficou sabendo também do pleito pela tal rótula. Quando o comando do Dnit informou que não há recursos para essa obra específica, Valmir perguntou: “mas tem um projeto pra essa rótula?”.

O superintendente informou que ele pode ser feito pela equipe da casa. Aí Valmir completou: “olha, vocês fazem o projeto, colocam seus engenheiros e seus fiscais e a Prefeitura de Itabaiana entra com maquinário, equipe e asfalto, tudo com recursos próprios”.

Na reunião em que isso ocorreu, na semana passada, não teve, dentre os presentes, quem não ficasse positivamente impressionado. E quando uma história dessa vem à público, a mesma coisa cabe para a sociedade como um todo.

Porque é de se louvar a atitude de um prefeito que, para garantir embelezamento de sua cidade, além de mais segurança para as pessoas, ainda mais em algo tão delicado como é o trânsito, não se exime de assumir responsabilidades.

Ele assume inclusive as econômicas, numa demonstração de solidariedade que, em tempos de penúria financeira e, em se tratando de uma relação direta entre o Governo Federal e um município, merece ser chamada de cívica, de cidadã, de compromissada com uma vida melhor para todos. Sem pieguice. Sem mimimi em mídia social.

Portanto, tomara que o Dnit aprove logo essa parceria com a Prefeitura de Itabaiana. Ela será exemplo de como as coisas devem funcionar no combalido e, muitas vezes, egoísta setor público.