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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Gilson Andrade, prefeito de Estância, vê na divisão das oposições mais perigo para Sergipe
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Gilson Andrade: da unidade dos oposicionistas, depende o futuro de Sergipe

O prefeito da cidade de Estância, médico e ex-deputado estadual Gilson Andrade, PTC, defendeu em entrevista à coluna Aparte, nesta segunda-feira, 5 de fevereiro, “mais união e mais entendimento” das oposições para montagem de uma chapa unificada das oposições na disputa pelo Governo de Sergipe e pelas duas vagas de Senado nas eleições deste ano.

Para Gilson Andrade, essa sua posição não sinaliza “defesa e nem ataque” em específico a nenhuma das três lideranças - Antônio Carlos Valadares, Eduardo Amorim e André Moura - que representam as oposições neste momento, mas que estão na iminência de apresentarem duas candidaturas ao Governo nas pessoas de Eduardo ou André, e na de Valadares Filho.

“Não é momento para defender e nem atacar a ninguém do grupo. De jeito nenhum. O momento é de conclamar a união de todos. É o de encontrar um meio para que haja entendimento em favor de Sergipe. Se depender de mim, estarei pronto para que possa contribuir com essa unificação, porque, no contrário, só vejo perigo para Estado”, diz Gilson.

Gilson não quer encarar esse “desentendimento” como mero “vacilo” ou “negligência” dos oposicionistas, entre os quais ele se encaixa desde a época do mandato de deputado. “Eu não diria que estejam negligenciando ou vacilando. Eu digo apenas que a oposição precisa é dialogar mais para que haja o entendimento em nome de Sergipe e do nosso futuro”, avisa.

“Está faltando um diálogo maior, mais amplo, para que haja essa compreensão de união, que é muito importante. A meu ver, a oposição tem o dever de sair unida. Isso é importantíssimo, estratégico”, diz. Na visão de Gilson Andrade, essa “extrema necessidade” de união dos oposicionistas vem da constatação de que Sergipe, sob o grupo que o administra atualmente, não passará por nenhuma mudança significativa, e isso seria muito grave para os interesses futuros do Estado e dos sergipanos.

“Sergipe não aguenta mais esse modelo que está piorando cada vez mais os índices da Educação, Segurança, Emprego. Sergipe não tem uma grande obra há algum tempo. Portanto, não tenha dúvida de que é importante para Sergipe que a oposição ganhe o Governo do Estado em 2018, principalmente para o povo”, afirma Gilson.

O prefeito de Estância admite que na Bahia há uma briga terrível entre o governador do Estado, Rui Costa, e o prefeito da Capital, ACM Neto, pra ver quem trabalha mais pela cidade de Salvador e isso refletiria no resto do Estado. “E aqui nada acontece em termos de ações do Estado”, compara.

“Você chega nos órgãos, como o DER, e não tem nenhuma estrutura. Você vai para qualquer outro órgão do Estado e vê que não tem nada. É necessário que haja um projeto das oposições para defender os interesses do povo sergipano. É isso que eu defendo. E esse projeto se encontra naquelas lideranças que estiveram juntas em 2014. Aliás, e em 2016 também”, reforça.

Para Gilson, com essa fragmentação da oposição agora, “só quem ganha é quem está na situação”. “Se a oposição se dividir, quem ganha são os adversários, os governistas, com certeza”. Para ele, “está faltando um pouquinho de humildade” “em todos da oposição, para que haja esse entendimento”. “Eu acredito nisso. E quero ajudar”, arremeta.