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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Goretti Reis: “Vejo grande probabilidade dos Reis fazerem o futuro prefeito de Lagarto”
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Goretti: hora dos Reis voltarem à Prefeitura  

Apesar de admitir que “ainda temos vários questionamentos em relação a isso” - leia isso como quem será de fato o candidato -, a deputada estadual Goretti Reis, PSD, aposta que o momento político é propício para que sua família eleja o futuro prefeito de Lagarto em 2020.

“Eu vejo uma grande probabilidade dos Reis fazerem o futuro prefeito de Lagarto. Primeiro, por causa do descaso e do desmando que está a gestão atual e até mesmo que estava a gestão de Valmir Monteiro. Tenho muitas críticas pela forma de eles (Gustinho, Hilda Ribeiro) fazerem gestão pública”, diz a parlamentar. 

Para Goretti Reis, o que está em pauta hoje é o questionamento cartesiano e matemático de se vale a pena sacar um deputado federal - no caso, Fábio Reis, seu sobrinho -, fazê-lo prefeito de Lagarto e perder, consequentemente, a retaguarda em Brasília de uma defesa dos interesse lagartenses. 

“Porque todo mundo sabe das brigas políticas com o deputado Gustinho Ribeiro e ele já disse que, numa situação assim, jamais ajudaria na liberação de recursos para Lagarto”, diz a deputada nesta breve entrevista concedida à Coluna Aparte nesta quarta-feira, 9. Vale a leitura.

Aparte - Deputada, quem, entre os Reis, deve ser o candidato a prefeito em Lagarto no ano que vem?
Goretti Reis -
Ainda temos vários questionamentos em relação a isso. Mas o que a gente está vendo é a sinalização da própria comunidade lagartense, através das pesquisas, qual seria a melhor possibilidade de um nome para uma vitória. A gente quer realmente ver o nosso agrupamento vencendo. Justamente sobre isso, tivemos uma conversa com o ex-deputado Sérgio Reis, com Jerônimo Reis, Fábio Reis e outros aliados.

A parte - Há uma noção de grupo prevalecendo aí?
GR -
Há, e a de que o agrupamento não pode se dividir. Não pode sair fragilizado. A gente precisa realmente construir uma base sólida, e que o povo de Lagarto escolha com quem se identifica mais. Escolha a quem acha que tem o melhor perfil e está melhor preparado efetivamente para ser prefeito.

Aparte - A senhora acha que essas condições convergem hoje para Fábio Reis?
GR -
Convergem, seguramente. Nas pesquisas a gente percebe isso. A pergunta que segue a isso é a de se é vantagem um deputado deixar um mandato federal para assumir o seu primeiro mandato de prefeito. Nos questionamos o que isso pode causar de prejuízo posteriormente, estando-se como prefeito sem ter efetivamente um parlamentar que ajude e colabore em Brasília. Porque todo mundo sabe das brigas políticas com o deputado Gustinho Ribeiro e ele já disse que, numa situação assim, jamais ajudaria na liberação de recursos para Lagarto.

Aparte - A senhora tem noção de como é que o deputado Fábio Reis responderia agora essa pergunta de se é vantajoso deixar de ser deputado federal para ser prefeito?
GR -
Creio que ele diria que não é vantajoso. Mas se o nome dele, como ele mesmo diz, é um consenso, é um nome que vai à vitória, ele irá para esse sacrifício. E a gente vai tentar construir, depois de mais dois anos à frente, um novo representante, um novo deputado federal para poder ajudar na liberação de recursos federais para Lagarto.

Aparte - A senhora descarta uma pretensão pessoal de ser candidata a prefeita e de ser prefeita de Lagarto?
GR -
Não descarto, porque o meu nome também está sendo cogitado e analisado nesse contexto. Agora, como eu sempre disse: se tiver um consenso e se há um nome mais forte, a gente pretende ajudar. 

Aparte - E quais são as possibilidades de os Reis fazerem o prefeito em 2020?
GR -
Eu vejo uma grande probabilidade dos Reis fazerem o futuro prefeito de Lagarto. Primeiro, por causa do descaso e do desmando que está a gestão atual e até mesmo que estava a gestão de Valmir Monteiro. Tenho muitas críticas pela forma de eles (Gustinho, Hilda Ribeiro) fazerem gestão pública. São inexperiências, como não estarem como equipe em relação ao comando de cada pasta, de cada secretaria. A própria falta de vivência, de experiência política da prefeita. Então, esse amadorismo não é bom para o momento político que o município vive, e isso tudo ajuda a não construir uma imagem positiva e pede por mudanças ao ponto de se chegar a se propagar realmente a vitória. Da parte dos atuais gestores, acho que não vai ter esse momento por causa das crises dentro do próprio agrupamento deles. Vejo com muito mais força o nosso Grupo Saramandaia em Lagarto. Com mais vantagem de ter uma maior probabilidade de vitória.

Aparte - Mas o extrato da herança de Valmir Monteiro não pode causar surpresa na eleição de 2020?
GR -
Sim. O nome de Valmir, se você olhar hoje, é forte. E acredito até que muito mais forte do que o de Gustinho. Historicamente, dentro do município de Lagarto, o grupo e o nome de Valmir sempre tiveram mais votos que Gustinho Ribeiro, apesar de toda uma tradição, de toda uma história do Bole-Bole, o agrupamento dos Ribeiro. O agrupamento dos Ribeiro teve um desgaste muito grande ao longo dos anos e perdeu muito a empatia e força política no município de Lagarto. Eu não vejo como Gustinho recuperar isso. Valmir ainda tem isso, mas é aquela história: estão divididos, estão fragilizados. Estão com menos força. Nosso grupo está muito mais forte e mais coeso.

Aparte - Como é que a senhora vê as observações do seu irmão, Jerônimo Reis, de que a senhora tem um defeito de carisma?
GR -
Eu até tive alguns momentos de questionamento por causa disso aí. Onde é que não tem carisma, se você se elegeu quatro vezes deputada estadual? O que é que falta? Esse é o meu perfil. É minha forma de ser, com a qual às vezes Jerônimo entra em atrito. Sou muito positiva nas minhas posições. Sou muito ética com a minha postura sobre dizer verdades. Sou do não-não, do sim-sim. E se eu posso, faço. Se eu faço, digo. Não tenho arrodeios. Acho que Jerônimo se refere a essa situação, que não considero ser um ponto negativo, porque senão o povo não teria me dado reeleições.

Aparte - A senhora, então, não se queixa do seu próprio carisma?
GR -
De jeito nenhum. Muito pelo contrário. Acho que sou uma pessoa acessível, de ouvir muito e de dar atenção às comunidades que mais precisam. Àquele povo mais humilde do campo, é com esse que a gente se identifica. Não sou é de estar com duas caras. Com máscaras, para estar em contato com a comunidade, seja em qualquer situação que eu esteja ou em que eu estiver.

Aparte - A senhora se considera popular?
GR -
Popular, sim. Mas populista, não. Porque a gente tem facilidade com o diálogo, e de acesso às comunidades, e de estar onde realmente o povo deseja que a gente esteja - em movimentos de vaquejadas, religiosos, num almoço, num jantar, na casa de algum amigo, sempre com muito carinho, com muita atenção e respeito acima de tudo com a política.