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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Governadora do Rio Grande do Norte será a única mulher no Executivo Estadual do país
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Fátima Bezerra: única mulher no Executivo Estadual do país

Neste domingo, além da eleição presidencial, 13 Estados e o Distrito Federal também tiveram segundo turno. Entre os eleitos, a petista Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte, consagrou-se como a única mulher a governar um Estado a partir de 2019 e um dos quatro petistas a comandar o Poder Executivo Estadual no país – na Bahia, Piauí, Ceará. 
 
Ela liderou desde o primeiro turno e obteve hoje 57,47% dos votos. Senadora com mandato até 2023, Fátima Bezerra foi eleita duas vezes deputada estadual e três vezes deputada federal. Natural da Paraíba, é pedagoga, formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
 
Construiu sua carreira nas redes públicas de educação de Natal e do Rio Grande do Norte. Atua na área de direitos humanos, meio ambiente e na defesa dos direitos dos trabalhadores e das mulheres. Seu adversário, Carlos Eduardo, PDT, teve 42,53% dos votos. 
 
DISTRITO FEDERAL

O advogado Ibaneis Rocha, MDB, venceu neste domingo o segundo turno da disputa pelo governo do Distrito Federal. A larga vantagem do candidato do MDB nas pesquisas se confirmou nas urnas. Mas nem sempre foi assim: nome desconhecido na política, o advogado tinha 2% das intenções de voto em pesquisa feita há dois meses.
 
A partir de então, registrou crescimento constante em todas os lavantamentos. No primeiro turno, Ibaneis teve 41,97% dos votos válidos, enquanto Rollemberg alcançou 13,94%. O governador eleito foi o candidato mais rico na disputa, com patrimônio de R$ 94 milhões. A capacidade de autofinanciamento foi decisiva para a filiação ao MDB.
 
Ibaneis gastou R$ 3,5 milhões para bancar a própria candidatura. Sócio de um escritório de advocacia especializado em atender servidores públicos, ele é ex-presidente da OAB seccional Distrito Federal. Durante a campanha, Ibaneis foi acusado por outros candidatos de compra de votos. Isso porque ele disse a eleitores que usaria recursos próprios para reconstruir casas demolidas pelo atual governo.
 
SANTA CATARINA
O candidato Comandante Moisés, PSL, venceu a disputa para o governo de Santa Catarina, com 71,03% dos votos válidos. O atual deputado Gelson Merísio (PSD) ficou com 28,97% dos votos. O futuro governador catarinense obteve 29,72% dos votos no primeiro turno. Correligionário do candidato à Presidência Jair Bolsonaro, Comandante Moisés se filiou ao PSL no início do ano e disputa sua primeira eleição. 
 
Ele é coronel da reserva e tem mais de 30 anos de atuação no Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, em Florianópolis, Criciúma e Tubarão. Foi comandante de organizações dos bombeiros e ouvidor-adjunto da corporação, além de coordenador da Defesa Civil no estado. Mestre em Direito pela Universidade do Sul, foi professor de direito administrativo e constitucional.
 
MINAS GERAIS
O estreante na política Romeu Zema venceu o segundo turno para o governo de Minas Gerais, com 71,4% dos votos válidos. O ex-governador e senador da República Antonio Anastasia, PSDB, ficou em segundo lugar, com 28,6 dos votos válidos.
 
A vitória de Zema sobre um adversário bem mais conhecido confirma a surpresa do primeiro turno das eleições. De perfil liberal, ele despontou em primeiro lugar na disputa, com 13 pontos percentuais de diferença, após aparecer em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. Com o resultado, o atual governador, Fernando Pimentel, PT, não foi para o segundo turno.
 
Romeu Zema Neto é empresário e comandou durante 26 anos as empresas da família. O Grupo Zema opera uma rede de varejo de eletrodomésticos com 430 lojas em seis estados e atua nos ramos de concessionária de carros, autopeças e postos de combustível. Formado em Administração, Zema é hoje membro do Conselho do grupo.
 
PARÁ
O candidato Helder Barbalho, MDB, foi eleito governador do Pará, com 55,24% dos votos válidos. Seu adversário, Marcio Miranda, DEM, obteve 44,76%. No primeiro turno, Helder Barbalho ficou com 47,69% dos votos.
 
Filho do senador Jader Barbalho e da deputada Elcione, Helder foi ministro dos Portos e da Integração Nacional. Foi vereador e prefeito de Ananindeua, cidade da região metropolitana de Belém. Helder foi citado nas delações da Odebrecht: teria recebido irregularmente R$ 1,5 milhão da empreiteira para a campanha de 2014, quando concorreu a governador do Pará pela primeira vez.
 
RIO DE JANEIRO

O ex-juiz federal Wilson Witzel, PSC, foi eleito hoje governador do Rio de Janeiro. Com 87,24% das urnas apuradas, Witzel está eleito com 60,68% dos votos válidos. Eduardo Paes (DEM) ficou em segundo lugar, com 39,32%.
 
Em sua primeira eleição para um cargo público, Witzel passou boa parte do primeiro turno com menos de 5% das intenções de voto nas pesquisas eleitorais - apenas na última semana antes das eleições as pesquisas registraram a disparada de Witzel, que terminou o primeiro turno na primeira colocação, com 3,15 milhões de votos. 
 
No segundo turno, liderou toda a corrida eleitoral, apesar de Eduardo Paes, DEM, ter se aproximado dele no final. Com o lema “Mudando o Rio com Juízo”, Witzel aliou sua imagem de político novo com a sua experiência na magistratura para criticar as gestões de Sérgio Cabral e de Luiz Fernando Pezão – atual governador – e angariar o apoio do eleitorado.
 
RIO GRANDE DO SUL
O candidato Eduardo Leite, PSDB, venceu a disputa para o governo do Rio Grande do Sul, com 53,3% dos votos válidos. O atual governador José Ivo Sartori, MDB, ficou com 46,7% dos votos.
O futuro governador gaúcho teve 35,9% dos votos no primeiro turno. 
 
Com discurso de renovação na política, foi eleito em 2012 o mais jovem prefeito de Pelotas, onde também exerceu mandato de vereador. Nas eleições municipais de 2016, decidiu não concorrer à reeleição e lançou a candidatura de sua vice.
 
Ao concluir o mandato de prefeito, foi para o exterior estudar, mas voltou ao país para assumir a presidência estadual do PSDB, quando passou a percorrer o estado e fazer reuniões. Eduardo Leite tem 33 anos e é formado em Direito.
 
MATO GROSSO DO SUL
O atual governador Reinaldo Azambuja, PSDB, foi reeleito para o governo de Mato Grosso do Sul, com 52,35% dos votos válidos. Disputando pela primeira vez um cargo eletivo, o candidato Juiz Odilon, PDT, ficou com 47,65% dos votos.
 
Candidato à reeleição, Azambuja obteve 44,61% dos votos no primeiro turno. Começou sua carreira política como prefeito de Maracaju, por dois mandatos consecutivos.
 
Antes de chegar ao governo do estado, nas eleições de 2014, elegeu-se deputado estadual e federal. O governador foi citado na delação do empresário Wesley Batista, da JBS. Ele teria recebido R$ 45,6 milhões em propina, denúncia que está sob investigação no Superior Tribunal de Justiça.
 
SÃO PAULO
O ex-prefeito de São Paulo João Dória, PSDB, venceu o segundo turno para o governo de São Paulo, com 51,77% dos votos válidos. Com 98,49% das urnas apuradas, Márcio França, PSB, ficou em segundo lugar, com 48,23% dos votos válidos.
 
João Doria tem 58 anos e é formado em jornalismo e publicidade. Foi apresentador de televisão, com programas na TV Bandeirantes, Manchete e Rede TV! Empresário, tem um grupo de marketing que promove eventos e iniciativas culturais e publicações.
 
Filiado ao PSDB desde 2001, o empresário João Doria ficou conhecido por produzir e apresentar os programas Sucesso e Business em canais de TV, além de organizar eventos e palestras. Entrou na vida pública a convite do tucano Mario Covas, morto em 2001, do qual foi secretário de Turismo. 
 
No governo do ex-presidente José Sarney, Doria foi presidente da Embratur. Em 2016, foi eleito prefeito de São Paulo, mas renunciou ao mandato para concorrer a governador. 
 
RONDÔNIA
O candidato Coronel Marcos Rocha, PSL, foi eleito governador de Rondônia com 65,83% dos votos válidos. Expedito Junior, PSDB, teve 34,17%. Coronel Marcos Rocha foi o segundo colocado na disputa para o governo do estado e ficou com 23,99% dos votos no primeiro turno. 
 
Coronel reformado da Polícia Militar, disputou sua primeira eleição, filiado ao partido de Jair Bolsonaro, eleito presidente neste domingo. Foi secretário estadual de Justiça, no governo de Confúcio Moura, e enfrentou a resistência de agentes socioeducativos, porque não estava fornecendo água para os trabalhadores. Também foi secretário municipal de Educação de Porto Velho.
 
AMAZONAS
O candidato Wilson Lima, PSC, foi eleito governador do Amazonas, com 60,15% dos votos válidos. Amazonino Mendes, PDT, ficou com 39,85%.
 
No primeiro turno, o candidato do PSC surpreendeu e ficou à frente do atual governador Amazonino Mendes, PDT, e do ex-governador Omar Aziz, PSD.
 
Teve 33,73% dos votos. Lima é jornalista e apresentador de televisão. Ele era filiado ao PR, mas deixou o partido quando este se aliou ao MDB do senador Eduardo Braga, ex-ministro de Minas e Energia.
 
AMAPÁ
Atual governador do Amapá, Waldez Góes, PDT, conquistou a reeleição. Ele teve 52,32% dos votos válidos, contra 47,68% de João Capiberibe, PSB. Góes já governou o estado duas vezes.
 
Em 2010, logo depois de deixar o cargo para concorrer ao Senado, Góes foi preso pela Polícia Federal, acusado de desviar recursos públicos. No ano passado, foi inocentado pelo Superior Tribunal de Justiça, que entendeu não haver provas suficientes contra ele. Natural de Gurupá, tem 57 anos.
 
Góes teve 33,55% dos votos válidos no primeiro turno. O adversário João Capiberibe, que liderava as pesquisas pré-eleitorais, conseguiu concorrer ao segundo turno após obter uma liminar no Tribunal Superior Eleitoral determinando que seus votos fossem contabilizados. Capiberibe teve o nome mantido pelo tribunal, apesar de seu vice ter a candidatura impugnada.
 
RORAIMA

Antonio Denarium, do PSL, e o vice Frutuoso Lins, do PTC, foram eleitos com 53,50% dos votos válidos e assumirão o comando do Estado de Roraima. O empresário venceu o segundo turno das eleições contra o ex-governador José Anchieta, do PSDB, que alcançou 46,50%.
 
O fluxo de imigrantes venezuelanos para o Brasil, que tem Boa Vista como primeiro destino, polarizou a eleição em Roraima. Antônio Denarium, que surpreendeu no primeiro turno ao virar a expectativa das pesquisas, que apontavam seu opositor na liderança, chegou a defender o fechamento da fronteira com a Venezuela.
 
Com a evolução da campanha, Denarium, acabou falando mais em “controle rigoroso na fronteira”, com a adoção de medidas que restrinjam a entrada dos imigrantes, como obrigatoriedade de vacinação para todos, instalação de campos de refugiados pelo Exército e transferência de imigrantes para outras partes do país. Em seu plano de governo, ele incluiu a questão dos imigrantes no tópico da segurança, seguindo o tom da campanha de Bolsonaro.