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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Grandes perdas de Belivaldo Chagas deixam derrota dele quase às claras
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Belivaldo Chagas: perdas maiores do que os ganhos

Todo político que se propõe a disputar um mandato eletivo sonha, até acordado, com os verbos somar, agregar, crescer, multiplicar. A junção desses verbos dá no verbo final que todo candidato deseja e que toda eleição por natureza produz, que é vencer. Sim, eleição é feita do verbo vencer. É a conjugação que importa. É o verbo da única aspiração. 
 
Parece óbvio, portanto, que ninguém subtraindo, desagregando, decrescendo e dividindo chegue ao topo do verbo vencer. E é exatamente isso que se passa com o pré-candidato Belivaldo Chagas, PSD, que está governador do Estado num posto de efetividade herdado desde o dia 7 de abril e que é pré-candidato à reeleição.
 
Qualquer análise intelectualmente honesta do processo sucessório deste ano, do desempenho das três maiores candidaturas - a de Valadares Filho, a de Eduardo Amorim e a dele –, vai flagrar a de Belivaldo Chagas em preocupante queda livre nos territórios do somar, do agregar, do crescer e do multiplicar. 
 
Seguramente é isso que faz de Belivaldo estanque e inerte, num sempre incômodo terceiro lugar, e que vá se encaminhando para ser em outubro uma espécie de Chico Rollemberg de 2002, que, candidato do Governo, perdeu para João Alves e perdeu para Eduardo Dutra num primeiro turno.  
 
Vamos aos exemplos, que, como os números, são exatos, falam por si sós e não aceitam objeção. Em menos de dois meses, Belivaldo perdeu as parcerias com o ex-deputado federal Heleno Silva, com o deputado federal Jony Marcos e grande parte do PRB. Foram todos para a pré-candidatura de Eduardo Amorim, e devem trazer ainda esta semana o deputado estadual Jairo Santana, o Jairo de Glória, que dá sustentação ao Governo do Estado na Alese. 
 
Para complicar mais ainda a queda livre do governador pré-candidato à reeleição, esta semana Ivan Leite, ex-prefeito de Estância, ex-deputado estadual e homem de extremo respeito na política sergipana, deixou o entorno belivaldiano e deve ser confirmado nesta sexta-feira, 3, candidato a vice-governador na chapa de Eduardo Amorim. Ele é do PRB também. Isso é uma paulada afunda-cocuruto no projeto de Belivaldo.
 
E não vale agora a turma governista vir com atitudes depreciativas contra a opção e muito menos contra a pessoa de Ivan Leite, uma vez que antes de Eliane Aquino, PT, se assumir pré-candidata a vice-governadora na chapa oficial ele era tido como o vice dos sonhos do próprio Belivaldo Chagas. 
 
A ida de Ivan para o lado da oposição leva a pré-candidatura de deputada estadual de Adriana Leite, sua esposa e vice-prefeita de Estância, para as bandas de Eduardo Amorim, anima muito mais e mais o prefeito de Estância, Gilson Andrade, que é seu aliado e um eleitor de Eduardo desde a primeira hora. Enfim: um típico caso de somação para a oposição. 
 
Não se sabe com que peso, mas é perda somatória para Belivaldo Chagas o banimento que ele conseguiu fazer do narcísico Almeida Lima e do seu genro Breno Silveira, pré-candidato a deputado estadual pelo PC do B. Esses dois hoje se danam a pedir voto contra ele e não lhe apoiarão nem amarrados ou que a vaca tussa. 
 
Mas a maior pancada nas grandes perdas de Belivaldo Chagas capazes de levar qualquer eleição à bancarrota deve acontecer oficialmente até sexta-feira, com a aliança a ser fixada entre Fábio Henrique de Carvalho, ex-prefeito de Socorro, sua esposa, a deputada estadual Sílvia Fontes, e o PDT deles com o PSB do pré-candidato Valadares Filho. Isso pode significar naufrágio total para os governistas.
 
Não é que Belivaldo não tenha puxado apoios para o seu projeto. Puxou. Aqui e ali, vão se materializar casos de prefeitos cujos apoiamentos ele trouxe do reino das oposições. Elayne Araújo, a Elayne de Dedé, prefeita de Malhador, eleita pelo PSB, mas filiada hoje ao PSC, é eleitora dele. Dele e de André Moura ao Senado. Nena de Luciano, prefeita de Monte Alegre, do PRB de Heleno/Jony, idem.
 
Belivado Chagas tem, ainda, ao seu lado Laércio Passos, ex-prefeito de Rosário do Catete, e Jonas Oliveira, PTRB, de Feira Nova. Mas, em descompensação, ele perdeu o ex-deputado federal e candidato a deputado federal Bosco Costa, e o irmão dele, Marcos Costa, prefeito de Moita Bonita. Assim como perdeu as prefeitas de Capela, Silvany Mamlak, PTC, e de Riachuelo, Cândida Leite, MDB. 
 
Claro que é razoavelmente argumentado que se diga que quem vota é o povo e não essa ruma de lideranças todas. Mas é extremamente imprudente negar o poder de fogo dessa ruma de lideranças todas na configuração do verbo vencer.