YoutubeFacebookTwitterInstagram
Aparte
Author 4eb5c947b54eb69b
Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Inácio Krauss leva OAB e garante: “O Brasil, nesta hora, precisa da advocacia unida”
CompartilharWhatsapp internalFacebook internalTwitter internal
Cc2598526b103688

Inácio Kraus: uma vitória com V maiúsculo e o Brasil no centro das preocupações da Ordem

A eleição para a escolha de um novo comando para a Ordem dos Advogados do Brasil, secção de Sergipe, encerrada nesta segunda, dia 19 de novembro, sem dúvida modelou no bom Inácio Krauss, o candidato vencedor à Presidência, um homem melhor. Mais seguro e senhor de si.

Não que Inácio Krauss não fosse isso antes. O era. Mas de um modo meio atarracado e tímido. Por vezes, “senhor de uma enorme complexidade” para deixar aflorar quem de fato o era e é. A campanha deu um solavanco no espinhaço cognitivo dele. E quem o conhecia de antes e o viu falando em rádios, nos debates, nos nichos por onde se encastelam advogados sergipano, surpreendeu-se.

O resultado, como diria Inácio, está aqui, na vasta vitória dele, com 40% dos votos - 2.199 dos válidos. Claro que mitigada pelo poder de grupo, pela força residual do quartocentão Henri Clay Andrade, que se atracou com ele e o catapultou ao topo - Carlos Augusto Monteiro obteve 1.852, 34% dos válidos, e Arnaldo Machado, apenas 1.307, ou 24%. 

E nesta breve entrevista no calor da vitória, há que se reconhecer o Inácio Krauss demudado. Bom falante. Falante e comprometido. “Até o dia 31 de dezembro, em primeiro lugar, temos de unir a advocacia para enfrentar os problemas da nossa atividade. E depois, os problemas da nação. O Brasil, nesta hora, precisa da advocacia unida. Não saberemos o que virá daqui para frente no país e não podemos esquecer que nós, os advogados, somos os legítimos guardiães do Estado Democrático de Direito”, diz ele.

Comprometido e disposto a passar uma esponja no resíduo de violência que toda boa campanha, infelizmente, produz e deixa. “De por mim, as mágoas se dissiparam neste dia 19 de novembro. Não sobreviverão. Eu tenho a consciência de que soube receber e interceptar essas críticas. Elas nem chegaram a atingir o meu corpo. Eu estava tão focado na campanha, apresentado propostas e ideias para a advocacia, que me desviei das críticas e dos arremessos contra a minha honra”, diz. Veja toda entrevista concedida por ele à Coluna Aparte.
 
Aparte - Como é que o senhor recebe este resultado?
Inácio Krauss -
Eu recebo este resultado como uma consequência da tranquilidade e da transparência como foi feita a nossa campanha. 

Aparte - E como ela foi feita? 
IK -
Asseguro que foi uma campanha com base em propostas e em ideias, sempre respeitando a advocacia e os colegas. Aliás, respeitando toda a sociedade sergipana, porque a OAB não é uma bandeira só da advocacia. 

Aparte – É uma bandeira de quem? 
IK -
Ela o é de toda a sociedade sergipana. E a advocacia e a sociedade sergipanas viram quem era, entre todos os candidato deste pleito, o que se apresentava sob uma postura ética e propositiva de presidir a Ordem a partir do dia 1º de janeiro de 2019. Eu fui o candidato que mais respeitou os demais candidatos, assim como a toda a advocacia sergipana.

Aparte - Passada a ebulição da campanha, o senhor tem certeza e segurança de que tudo que prometeu poderá e deverá ser cumprido?
IK -
 Sim. A advocacia sergipana conhece Inácio Krauss e não só o Inácio desta campanha e estou certo de que todos os nossos compromissos serão cumpridos. Mesmo porque, por todos os espaços da OAB pelos quais passei cumpri aquilo que foi prometido - seja na Presidência da Caase, seja na Vice-Presidência e nos momentos de interinidade que assumi nesta gestão que se encerra em final de dezembro.
  
Aparte - Quais foram os momentos mais tensos da campanha?
IK -
Para mim, os momentos mais tensos e tristes da campanha foi quando os nossos adversários tentaram agredir a nossa honra - à minha e à do presidente Henri Clay Andrade. O que mais me deixou tristes foi que eles esqueceram que, ao atingir a nossa honra, estariam atingindo a de toda a advocacia, de toda a categoria. Estavam maculando a imagem da classe como um todo e a da instituição, em específico. Nós, ao contrário daquelas práticas deles, não queremos uma advocacia fraca. Queremos uma advocacia forte, unida e cheia de propostas.

Aparte - Ficarão mágoas desse processo?
IK -
De por mim, as mágoas se dissiparam neste dia 19 de novembro. Não sobreviverão. Eu tenho a consciência de que soube receber e interceptar essas críticas. Elas nem chegaram a atingir o meu corpo. Eu estava tão focado na campanha, apresentado propostas e ideias para a advocacia, que me desviei das críticas e dos arremessos contra a minha honra. Estava focado no que eu poderia dar de melhor para a advocacia sergipana. E veja aí o resultado. 

Aparte - Dá para reunir os advogados sergipanos, fragmentados em três grupos, e tocar uma para frente uma Ordem una?
IK –
Sem dúvida. Esta é a minha missão, é o meu objetivo e o de toda a nova Diretoria. Hoje, mais do que nunca, precisamos unir urgentemente a advocacia. O Brasil, nesta hora, precisa da advocacia unida. Não saberemos o que virá daqui para frente no país e não podemos esquecer que nós, os advogados, somos os legítimos guardiães do Estado Democrático de Direito. Até o dia 31 de dezembro, em primeiro lugar, temos de unir a advocacia para enfrentar os problemas da nossa atividade. E depois, os problemas da nação. A advocacia e a sociedade podem contar com um Inácio Krauss presidente de união, de pacificação e um presidente que não fará promoção de ordem pessoal. Tudo que farei, será em serviço da advocacia e da sociedade.